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Fiscalização confirma que focos da dengue estão nas residências de MT

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O foco de criação do mosquito Aedes Aegypti, transmissor da dengue, são os quintais e piscinas das residências. Foi o que mostrou um trabalho de mapeamento e fiscalização feito de helicóptero pela Secretaria de Estado de Saúde (SES) neste sábado nos municípios de Cuiabá e Várzea Grande, onde há o maior número de registro de casos graves, cerca de 220. Em Mato Grosso, já são 314 confirmações da doença na forma grave, com 8 mortes. No total, já são 5.180 casos notificados de dengue.

Durante o sobrevôo pelas 2 maiores cidades do Estado, a equipe de técnicos observou uma quantidade muito grande de casas fechadas e abandonadas, onde os agentes geralmente não conseguem entrar. Muitas delas têm piscinas, além de caixas d”água em locais com sombra, ambientes propícios para a proliferação do mosquito. Garrafas pet e copos descartáveis acumulados, assim como pneus e outros tipos de recipientes que possam acumular água são os que mais preocupam os especialistas. “As pessoas ficam esperando os agentes entrarem nas casas e tirar o lixo, mas este não é o papel. Os agentes passam algumas vezes e fazem o trabalho de conscientização para o morador agir, mas as pessoas se acomodam”, afirma Márcia Brito, técnica de Vigilância Ambiental da SES.

Em Várzea Grande, foram sobrevoados os bairros Cristo Rei e Manga. No primeiro, apenas em uma casa foram encontrados 5 tonéis de água embaixo de uma mangueira. “Esses tonéis precisam ser esvaziados”, alerta o coordenador de Vigilância em Saúde Ambiental, Oberdan Lira. Em Cuiabá, a região sobrevoada foi especialmente a do bairro Cidade Alta e Verdão e a constatação foi a mesma. A partir de agora, as informações serão utilizadas para traçar estratégia de controle e combate.

Mato Grosso vive uma epidemia de casos graves da dengue, a maior registrada na história do Estado. Cerca de 70% dos municípios estão em alerta por causa do alto índice de infestação predial. Outros 7% são considerados em situação de risco e o restante é satisfatório, ou seja, o índice está abaixo de 1%.

A faixa etária mais atingida pela dengue é a de até 15 anos. Faltam leitos para atender todos os casos, por isso a orientação da SES é de que ao perceberem os primeiros sintomas, os pacientes sejam encaminhados às unidades básicas de saúde e não para os prontos-socorros, que ficariam para atender os casos com complicações. A automedicação é abominada porque pode “maquiar” os sintomas e agravar a situação. Em Várzea Grande, as policlínicas foram abastecidas com mais 30 leitos e na Capital, cada uma ganhou 12 leitos. O fumacê também será utilizado, mas um bom resultado só pode ser obtido se aliado à limpeza dentro de casa.

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