A equipe do Corpo de Bombeiros resgatou, ontem, em Porto Alegre do Norte (a 1.031 km da capital), um filhote de gato-mourisco, encontrado nas proximidades de uma indústria de etanol.
Ao chegar ao local, a equipe constatou que o animal apresentava sinais de desnutrição e desidratação. Com os devidos cuidados, foi capturado e, após o resgate, levado a uma clínica veterinária, onde receberá os cuidados necessários. Posteriormente, será encaminhado à secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), para reabilitação e devolução à natureza.
Segundo o Instituto Onçafari, a espécie tem ampla distribuição pelas Américas, ocorrendo desde o México até a região central da Argentina, estando presente em praticamente todo o território brasileiro, porém em baixas densidades populacionais. Encontrados em uma grande variedade de habitats, incluindo florestas tropicais, cerrados, caatinga e áreas pantanosas, ocorrem em todos os biomas brasileiros.
Mede de 48 a 83 cm de comprimento e sua cauda mede de 27 a 59 cm, pesando de 3,7 a 9 kg, com machos maiores que fêmeas. A coloração varia do preto, marrom para o cinza, areia e marrom-avermelhado, com cores intermediárias e melânicas comuns. Tem pernas pequenas e uma aparência quase mustelídea. Tem pupilas redondas, em vez de mais elípticas como outros felinos, e isso pode ser reflexo de seus hábitos diurnos.
Ao contrário da maioria dos felinos selvagens, jaguarundis preferem caçar durante o dia, quando estão mais ativos. Começam a se mover pouco antes do amanhecer até pouco depois do entardecer. Apesar de serem muito habilidosos ao se locomover em árvores, preferem caçar no chão. Geralmente, são animais de hábitos solitários, podendo tolerar a presença de outros indivíduos em seu território. Na natureza, a maioria das observações é de indivíduos solitários, mas em cativeiro eles são bastante sociáveis.
Apesar de ser considerado como “pouco preocupante” pela IUCN, são tidos como “vulneráveis” pela lista nacional do ICMBio. Não está sujeito ao mesmo nível de pressão de caça dos gatos pequenos malhados e consegue viver em habitats modificados por humanos. Porém, estimativas preveem uma diminuição de suas populações em 10% nos próximos anos, devido, principalmente, à perda e fragmentação de habitats.
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