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Exército ocupa faixa de fronteira em Mato Grosso

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O Exército Brasileiro ocupou a faixa de fronteira entre Brasil e Bolívia no trecho que vai de Cáceres até Comodoro e não tem data para sair. Setecentos e cinquenta homens vigiam desde segunda-feira (9) 150 quilômetros de fronteira seca, com 4 pontos fixos, além de fiscalização fluvial. Esta é a quinta edição da Operação Cadeado que visa combater qualquer irregularidade na fronteira, impedindo inclusive a entrada de armamento pesado e drogas.

Os postos estão montados nas cidades de Cáceres, Pontes e Lacerda, Comodoro e Vila Bela da Santíssima Trindade, que foram considerados os pontos mais críticos da fronteira. As fiscalizações serão realizadas por meio de barreiras e patrulhas nas rodovias, estradas vicinais e trilhas de acesso ao país vizinho. Em Mato Grosso, não haverá destruição de passagens, conforme anunciou Mato Grosso do Sul, que também desencadeou a Operação Cadeado no Estado.

O tenente-coronel Elto Olímpio Valich, relações públicas do Exército, explica que antes de iniciar a ação foi feito um estudo pela inteligência que apontou os locais mais críticos. Ele destaca que a intenção é evitar a entrada de qualquer ilícito em território nacional, oferecendo segurança para a população. "Quando vamos para essas missões também levamos às comunidades carentes médicos e padres para atendimento de saúde e espiritual".

Valich destaca que as apreensões variam muito de uma edição para outra da operação, lembrando que a chegada do Exército coibe a ação de traficantes e pessoas que praticam qualquer tipo de irregularidade. A operação no Estado é comandada pelo general José Júlio Dias Barreto, da 13ª Brigada de Infantaria Motorizada.

O coordenador do Grupo Especial de Fronteira (Gefron), tenente-coronel PM Antônio Mário Ibanez, garante que a presença do efetivo do Exército na faixa de fronteira surte bastante efeito contra a criminalidade, além de conferir segurança à população das cidades atendidas. Do Gefron, 35 homens participam da ação do Exército, que conta com o apoio de 20 órgãos relacionados a segurança pública, como as Polícias Civil, Militar, Federal, Rodoviária Federal, Corpo de Bombeiros, Ibama e Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp).

 

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