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Diagnóstico aponta que Estado terá dificuldade para reestruturar polícias

Entre os desafios do novo governo do Estado, estará a reestruturação da Segurança Pública. O diagnóstico realizado pela equipe de transição,  apontou, entre outros fatores, o gritante déficit de força de trabalho: o número de policiais militares diminui 571 desde 2011. Na Polícia Civil, são menos 191 agentes no mesmo período e no Corpo de Bombeiros foram 40 a menos.

Nos próximos quatro anos, a previsão de vacância na Polícia Civil é da ordem de 419 policiais (45 delegados, 84 escrivães e 290 investigadores), envolvendo aposentadorias entre outros fatores.

Os números apontam que 118 policiais estão cedidos, com ônus para o poder executivo, contrariando a lei. A infraestrutura de proteção básica também foi considerada insuficiente. Existe dificuldades de reposição do estoque de munição neste ano e sem previsão na LOA 2015.

Além do número de coletes ser insuficiente, 50% dos atuais estão vencidos; as viaturas estão mal distribuídas e inadequadas; a dívida para 2015 com aquisição de fardas é de R$ 7,2 milhões. Foi apontada ainda a ausência de política para manutenção das estruturas físicas.

O número de homicídios deste ano deve superar o recorde histórico de 2005, que foi de 27,1 homicídios por cada 100 mil habitantes. O estudo aponta ainda que o Estado deverá ficar entre o 12º ou 13º lugar no ranking de assassinatos do Brasil.  A taxa registrada em 2013 é de 32,3 mortes por 100 habitantes.

Também chama a atenção a alta taxa de roubos e furtos. Em cinco anos, o roubo de veículos em Mato Grosso aumentou em 73%. Somente em Cuiabá, até no mês de outubro, foram registrados 4.225 roubos. A taxa de estupros aumentou 16% em 2013: 1.403 pessoas foram atacadas.

Houve uma redução de 60% de investimentos nos últimos cinco anos e os restos a pagar na area de segurança chegam a R$ 40 milhões. As despesas com fornecedores, ainda sem empenho, somam R$ 20 milhões. Foram notadas falta de pagamento de contratos de locação de veículos e  das bolsas da Polícia Judiciária Civil, não pagas desde outubro, aponta o relatório.