A secretaria de Saúde de Lucas do Rio Verde alertou que, nos últimos 30 dias, o número de casos confirmados de dengue saltou de 153 para 173 e o número de casos suspeitos, de três para 149. A supervisora da Vigilância em Saúde, Claúdia Engelmann, explica que, apesar do período de estiagem, a equipe de combate a endemias tem encontrado água parada em ralos, vasos de plantas e outros locais.
O mosquito, que também transmite o vírus Zika e o Chikungunya, se reproduz em água parada. O período de nascimento do Aedes aegypti, do ovo até o inseto adulto, leva em média de sete a 10 dias. “Mesmo no período de seca, o trabalho da Vigilância Ambiental continua e a população também deve manter os cuidados, eliminando todo e qualquer recipiente que possa acumular água”, ressalta a supervisora.
Segundo a supervisora, foram instaladas 300 ovitrampas, em 100% do município. Na última contagem, foram encontrados ovos do mosquito em 62% das armadilhas instaladas. A ovitrampa é uma armadilha que visa monitorar as áreas com maior incidência do mosquito e planejar e executar ações mais pontuais. Trata-se de um potinho com uma mistura de levedo de cerveja, que funciona como um atrativo para a fêmea do mosquito. O equipamento é instalado nas residências e recolhido cinco dias depois.
“Se há mosquito na região, ele irá depositar seus ovos na ovitrampa. A equipe recolhe, faz a contagem dos ovos e, a partir do resultado, consegue avaliar a incidência e traçar estratégias de combate”, explica a supervisora.
Além do cuidado com o próprio quintal, a secretaria orienta que a população também pode auxiliar o município, denunciando situações que possam facilitar a proliferação do Aedes aegypti.
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