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Desembargador nega liminar para soltar empresário acusado de homicídio em Sorriso

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Redação Só Notícias (foto: assessoria)

O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) indeferiu, nesta semana, o pedido de liminar em habeas corpus impetrado pela defesa de Gabriel Júnior Tacca, empresário preso preventivamente desde o ano passado sob acusação de participação no homicídio de Ivan Michel Bonotto, de 35 anos, ocorrido em março de 2025 em Sorriso. O relator do caso foi o desembargador Jorge Luiz Tadeu Rodrigues.

No recurso, a defesa alegou constrangimento ilegal por excesso de prazo, argumentando que a instrução processual foi encerrada em 17 de abril de 2026, mas os autos permanecem paralisados na fase de alegações finais há cerca de 46 dias, aguardando diligências de mídias audiovisuais requeridas pelo Ministério Público. A defesa sustentou ainda carência de fundamentação concreta para a prisão e presença de predicados pessoais favoráveis, como primariedade e residência fixa.

Em sua decisão, o desembargador destacou que a medida liminar em habeas corpus é excepcional e exige demonstração inequívoca de flagrante ilegalidade. O magistrado entendeu que o decurso de aproximadamente 46 dias apontado pela defesa não configura, em análise preliminar, “dilação abusiva ou desproporcional decorrente de inércia judicial”. “O pleito de mitigação dos referidos verbetes sumulares e precedentes obrigatórios confunde-se substancialmente com o mérito da impetração, cujo exame exauriente e detalhado é incompatível com o estreito juízo de cognição sumária preambular”, afirmou o relator.

O caso teve ampla repercussão em Sorriso. Segundo denúncia do Ministério Público, Gabriel Tacca e o comerciante Danilo Carlos Guimarães teriam agido de forma premeditada, com dissimulação, por motivação torpe e mediante recurso que dificultou a defesa da vítima. As investigações apontaram que Ivan Bonotto mantinha uma relação de amizade com o casal Gabriel Tacca e a médica Sabrina Iara de Mello, esposa do empresário. Com o tempo, a vítima teria se envolvido amorosamente com Sabrina, o que teria despertado em Gabriel um intenso sentimento de vingança.

Os acusados teriam inventado a narrativa de que o crime teria sido praticado no contexto de uma briga de bar para ocultar o plano de executar Ivan. Após o ataque, Gabriel simulou solidariedade ao levar a vítima ao hospital, em uma tentativa de ocultar sua participação no crime. A médica Sabrina também foi alvo da investigação, acusada de, após o crime, ter invadido o celular da vítima no hospital, apagando mensagens, arquivos e fotografias que poderiam comprovar o relacionamento extraconjugal. A conduta foi enquadrada como fraude processual qualificada, mas o processo contra ela foi desmembrado por não haver provas de sua participação direta no homicídio.

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