O deputado federal Coronel Assis (PL-MT) subiu hoje à tribuna da Câmara para criticar o encerramento da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, na última semana, sem a aprovação de um relatório final. O parlamentar afirmou que o fim dos trabalhos atende aos interesses do crime organizado.
“Enterrar a CPMI do INSS era o que o crime organizado do Brasil queria. O crime do colarinho branco. Infelizmente isso mostra a falta de compromisso que essa casa e o Senado tem com o povo brasileiro, porque as comissões são instrumentos para elucidar muita coisa e até trazer subsídio policial para colocar as mãos nesses criminosos que arrebentam com o nosso país”, afirmou o mato-grossense.
A CPMI foi instalada em agosto do ano passado para investigar fraudes bilionárias no INSS, envolvendo descontos ilegais em benefícios de aposentados e pensionistas. Durante sete meses de trabalho, a comissão realizou 38 reuniões e determinou mais de mil quebras de sigilo. O requerimento de criação veio após a Operação Sem Desconto, deflagrada pela Polícia Federal em 2025, que identificou descontos irregulares promovidos por associações, muitas delas de fachada.
O encerramento da CPMI ocorreu após o relatório final do deputado Alfredo Gaspar (União-AL) ser rejeitado por 19 votos a 12. O presidente da comissão, senador Carlos Viana (Podemos-MG), decidiu então encerrar os trabalhos sem votar um relatório alternativo produzido pela base governista, que pedia o indiciamento de 130 pessoas, entre elas o ex-presidente Jair Bolsonaro, o ex-ministro Onyx Lorenzoni, o banqueiro Daniel Vorcaro e o pastor Fabiano Zettel.
Carlos Viana anunciou que cópias do relatório rejeitado serão encaminhadas ao Ministério Público Federal e ao Supremo Tribunal Federal. A decisão de encerrar a comissão ocorreu após o Plenário do STF rejeitar a prorrogação dos trabalhos, revogando uma cautelar do ministro André Mendonça que permitia a extensão do prazo.
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