PUBLICIDADE

Decisão sobre suspensão de radares será debatida com critério técnico, diz ministro

PUBLICIDADE
Agência Brasil

O ministro de Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, defendeu hoje (3) a decisão do governo federal de suspender um contrato para a instalação de radares em rodovias federais. O ministro foi questionado sobre a determinação durante audiência pública na Comissão de Viação e Transportes da Câmara dos Deputados. De acordo com Freitas, o debate sobre a instalação de radares será feito com base em critérios técnicos.

“As vezes as decisões de onde colocar radar são tomadas de forma pouco técnica, o que a gente está trazendo é uma certa racionalidade para isso. Para que a gente chegue em um [resultado] ótimo em termos de investimento e manutenção. Isso tem que ser reequilibrado e [é] isso que estamos fazendo no momento”, disse o ministro.

A suspensão recai sobre um contrato do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) que previa a instalação de 8.015 radares em cinco anos. A medida foi anunciada no domingo (31) pelo presidente Jair Bolsonaro, por uma rede social, com o argumento de que objetivo principal da instalação seria arrecadar recursos para os estados.

De acordo com o ministro, o governo quer colocar os radares em lugares onde são “necessários” e que o contrato do Dnit previa a instalação excessiva de radares e que o custo chegaria a R$ 1 bilhão. “São vários motivos que levam a acidentes e um deles é o excesso de velocidade. A falta de manutenção, de sinalização e o sono também causam acidentes. A gente começa a perceber que é preciso colocar radar nos locais onde o excesso de velocidade está conectado com acidentes”, disse.

Ontem (2), o diretor-geral da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), Mario Rodrigues Junior, disse que a agência também vai reavaliar  os pedidos de instalação de novos radares nas rodovias que foram concedidas. De acordo com Rodrigues, muitas vezes a instalação de radares é determinada pela geometria da rodovia para se evitar acidentes. Ele disse que nos cerca de 9,7 mil quilômetros de rodovias concedidas à iniciativa privada estão instalados 633 radares.

Carteira de motoristas
O ministro também disse que o governo vai tomar medidas para diminuir o custo para a obtenção da carteira de motorista. De acordo com o ministro, que criticou a exigência do uso de simuladores, há um excesso de burocracia voltado para encarecer o procedimento. Uma delas seria o aumento no prazo para renovação da carteira.

Freitas foi questionado pelo deputado Hugo Mota (PRB-PB) se o afrouxamento das regras para a obtenção da habilitação, em vez de reduzir, poderia aumentar o número de acidentes. “O Brasil não tem uma infraestrutura adequada de trânsito e os dados mostram que a maioria das mortes se dá por excesso de velocidade. Baixar o custo da carteira é importante, mas isso vai acarretar no aumento dos custos da saúde pública”.

O ministro defendeu a redução dos procedimentos e disse que as decisões serão tomadas tecnicamente, ouvindo os diferentes setores. “A desburocratização não vai significar a precarização da formação do condutor. Meu pai morreu atropelado, não vamos brincar com a segurança de trânsito, mas não dá pra ficar com a burocracia estéril”, disse.

PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE

Mais notícias
Relacionadas

Justiça Eleitoral cria novo local para indígenas votarem no Nortão

O povo indígena terena ganhará um novo local de...

Bombeiros controlam incêndio em escola municipal em cidade de Mato Grosso

O Corpo de Bombeiros combateu hoje um princípio de...

Trilheiro morre em hospital de Sinop um mês após sofrer acidente no Nortão

João Murilo Carrara Zaneti, de 28 anos, morreu hoje...
PUBLICIDADE