quarta-feira, 7/janeiro/2026
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Dano estrutural provocou queda de helicóptero que matou coronel em Mato Grosso, aponta CENIPA

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Só Notícias/Guilherme Araújo (fotos: divulgação)

O relatório do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (CENIPA) confirmou, recentemente, que uma falha estrutural no mastro do rotor principal foi a causa para a queda de um helicóptero Bell BH06 Long Ranger, enquanto sobrevoava a região do Pantanal, no município de Poconé (104 quilômetros de Cuiabá). O incidente, registrado em novembro de 2020, resultou na morte do piloto Mauro Tadeu da Silva Oliveira, de 54 anos, que era coronel do Corpo de Bombeiros.

De acordo com o levantamento do órgão, a aeronave decolou de uma área de pouso não cadastrada, em Porto Jofre, e que servia de apoio durante uma operação de combate a um incêndio florestal. Ele chegou a desembarcar três tripulantes na localidade e prosseguiu com a captação de água, com o auxílio de helibalde, para conter o avanço das chamas em meio à vegetação nativa.

Por volta das 16h10, foi registrado o dano na estrutura do Long Ranger, “o qual ocasionou o colapso da parte superior da fuselagem e a consequente queda da aeronave em meio a uma área pantanosa”. Houve danos substanciais, como “a separação do teto em conjunto com a Caixa de Transmissão Principal (CTP) do restante da fuselagem, além do cone de cauda, que foi seccionado em três partes”.

Conforme detalhado pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA), na data da ocorrência, os militares chegaram a ouvir no rádio a mensagem “estou caindo” e, em seguida, o ruído do impacto contra o solo. Os três ficaram temporariamente isolados e incomunicáveis até a chegada do resgate, horas depois. Já o corpo de Tadeu só foi encontrado no dia seguinte à queda.

A análise dos destroços revelou avarias compatíveis com o fenômeno de mast bumping (quando o cubo do rotor principal colide com o mastro do helicóptero). “É característico de helicópteros com rotores semirrígidos e está associado à atuação inadequada do comando cíclico em condições de voo com baixo fator de carga. No caso em questão, fatores como turbulência, rajadas de vento e eventuais manobras abruptas podem ter criado um cenário operacional desfavorável”.

Por fim, o CENIPA declarou que a inspeção semanal do veículo havia sido realizada um dia antes do caso, em campo, por mecânico de manutenção aeronáutica pertencente à Organização de Manutenção (OM) Helisul Táxi Aéreo. Já a última verificação mais abrangente ocorreu em outubro do mesmo ano, na qual foi feita, inclusive, a análise de vibração do rotor principal. O helicóptero estava com 8,6 mil horas de voo totais e esteve no ar por cerca de 5h até a consumação do acidente.

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CTP conectada ao teto da cabine
Trajetórias dos últimos cinco circuitos de tráfego, com destaque em vermelho para o do acidente
Disposição dos destroços
Motor conectado à fuselagem por meio de mangueiras de alimentação e lubrificação
Situação da aeronave após o acidente

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