O custeio do milho da safra 2026/27 em Mato Grosso foi estimado em R$ 3,77 mil/hecare, alta de 0,30%. Segundo o projeto CPA-MT, essa alta se comparada com junho foi influenciada pelos fertilizantes e corretivos, que subiram 1,14%, para R$ 1.550 mil/hectare. Em contrapartida, o preço dos defensivos baixou 0,10% ficando em R$ 912,09/hectare e das sementes caiu 0,51% ficando em R$ 844,46.
O custo operacional efetivo aumentou 0,20% e foi para R$ 5.504/hectare e e o custo operacional subiu 0,17%, ficando em R$ 6.067. Para analisar o ponto de equilíbrio, considerou-se a produtividade média das últimas três safras, de 123,83 sacas/hectare, visto que o IMEA ainda não tem uma estimativa da safra 26/27. Assim, os pontos de equilíbrio foram estimados em R$ 44,45/ saca para o custo operacional efetivo e R$ 49/saca para o custo total. Em julho o preço médio negociado da safra 26/27 foi de R$ 46,12/saca, suficiente para cobrir o custo efetivo, mas R$ 2,89/saca abaixo do custo operacional total, analisa o IMEA.
Nesse contexto, apesar da alta anual de 4,67% nos preços do milho frente à safra anterior, o movimento ocorre em ritmo inferior ao avanço de 13,83% no custeio. Esse descompasso entre a evolução dos preços e dos custos limita a recuperação das margens, mantendo o cenário mais apertado para o produto
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Custeio do milho em Mato Grosso sobe e instituto constata e preço está em ritmo inferior
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