
Participarão do grupo caminhoneiros autônomos, transportadores e embargadores, como tradings e contratadores de fretes. As discussões serão intermediadas pelo Ministério dos Transportes e ANTT. Mato Grosso terá, além de Baitaca, mais um empresário de Rondonópolis como representante na comissão. “A primeira reunião será nesta segunda-feira, em São Paulo. Depois, no dia 19 deste mês, a gente tem mais um encontro, desta vez, em Brasília. A intenção é começar a trabalhar os números imediatamente, para dar corpo à proposta”, explicou Gilson.
Sobre o preço do óleo diesel, Baitaca disse que a cobrança deve ser deixada em segundo plano, caso a tabela do frete seja instituída. “Não é mais uma reivindicação tão forte dentro do movimento de transportes, apesar da gente entender que esta cobrança também é feita pelo setor agropecuário. A gente tem que ter consciência que, se baixar o diesel vai baixar o preço do frete, então não é interessante. Pelo menos por enquanto, não estamos discutindo mais esta questão”, afirmou.
Em relação à carência de 12 meses para pagamento das parcelas de financiamento para cada conjunto (caminhões, carretas e semirreboques), até o limite máximo de três conjuntos dos contratos em vigor, independente da modalidade contratada (pró-caminhoneiro, Finame e outros) dos Transportadores Autônomos de Cargas (TAC) e Empresas de Transportes de Cargas (ETC), Gilson disse que a proposta inicial do governo é aplicar o benefício somente para autônomos e microempresas. “A gente vai buscar junto aos senadores, em uma audiência pública na quinta-feira, que seja estendido para as demais empresas”.
Ainda de acordo com Gilson, os bloqueios estão oficialmente suspensos no Estado. Conforme Só Notícias já informou, em Mato Grosso, a BR-163/364 chegou a ter oito pontos de interdição em Rondonópolis, Cuiabá, Lucas do Rio Verde, Nova Mutum, Diamantino, Sorriso e Sinop, por 12 dias. A manifestação causou desabastecimento de combustíveis, gás de cozinha e outros produtos em várias cidades do Nortão.


