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Controlador do Jato Legacy estaria atuando sem supervisão na tarde do acidente

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Hoje é o último dia de depoimentos do grupo de 13 controladores de São José dos Campos e Brasília que monitoraram o jato Legacy no dia que ocorreu a colisão com o avião da Gol que caiu em Mato Grosso, matando 154 pessoas. De acordo com a Folha, um supervisor deverá confirmar hoje que a equipe de controladores estava atuando sem supervisão na parte da tarde, no dia 29 de setembro.

O supervisor teve que cobrir o posto de chefia geral da sala de controle, no lugar de um oficial da aeronáutica que se ausentou. Ele vai prestar depoimento à Polícia Federal, que investiga as falhas que levaram à colisão. O papel do supervisor, um controlador de tráfego mais experiente, é acompanhar o trabalho dos operadores que monitoram o console, assegurando que os controladores estejam atentos e interferir caso surjam problemas.

Esse desfalque pode ter contribuído para que os dois controladores não tivessem percebido que o Legacy estava em rota de colisão com o Boeing depois de cruzar Brasília. O jato não baixou de 37 mil pés para 36 mil pés nesse trecho, como previa o plano de vôo. O ministro Waldir Pires (Defesa) afirmou ontem que todos os profissionais são qualificados.

O controlador já prestou seu depoimento ontem na PF. Disse ter 27 anos, apesar de seus colegas e advogados considerarem que ele aparenta 20. Não quis detalhar sua experiência profissional.Era ele que estava a postos, às 16h02, quando o radar deixou de receber dados do transponder do Legacy, que indicariam a altitude real. O revezamento aconteceu entre 16h15 e 16h30. Foi nesse período, às 16h26, que foi feita a primeira de sete tentativas de contato.

Os controladores apontam três fatores que levaram ao acidente: a chamada “zona cega” onde não haveria cobertura integral de rádio e de radar, dificuldades com a tela de radar que pode induzir a erros e o próprio jato, que voava fora do previsto no plano de vôo e estava com o transponder inoperante. A Aeronáutica nega a “zona cega”, mas o comandante da Força, brigadeiro Luiz Carlos Bueno, já admitiu que os controladores podem ter sido induzidos ao erro.

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