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Consultor orienta madeireiros do Nortão a priorizarem certificações

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A Copa do Mundo de 2014 será a grande oportunidade do Brasil e do setor de base florestal principalmente de Mato Grosso reverterem a imagem de ser o vilão da floresta e também será uma ferramenta de negócios, um exemplo é a certificação ambiental, onde o empresário recebe incentivos por serviços ambientais como a preservação dos biomas, da biodiversidade e do sequestro de carbono. De acordo com o pesquisador da Universidade Federal do Paraná e consultor na área de Mudanças Climáticas e Serviços Ambientais, Eder Zanetti, o Estado tem três oportunidades de negócios com a participação de Cuiabá na copa.

Ele explicou, em palestra na feira Promadeira, que terminou sábado em Sinop, que a primeira é melhorar a imagem do setor florestal a nível mundial, com a certificação florestal, de carbono, de água, de biodiversidade e de beleza cênica e ter uma postura diferente de outros países. “Com a certificação de carbono, as empresas são estimuladas a manterem programas de energia renováveis e reflorestamentos, garantindo a sustentabilidade econômica do empreendimento. Já a certificação florestal cria critérios de sustentabilidade ambiental para as florestas já plantadas”, expôs. E com a certificação de água ou hídrica, as empresas gerenciam os impactos que suas atividades tem na manutenção da qualidade e da quantidade desse líquido, que encontra-se à disposição dos ecossistemas e da sociedade.

A segunda oportunidade é já começar a transformar a “realidade do setor florestal de Mato Grosso com a criação de uma secretaria Estadual de Florestas que una e fortaleça os empresários para promoverem o setor. A terceira é aproveitar as características rústicas dos biomas amazônico, pantanal e o cerrado que existem no Estado e trabalhar no desenvolvimento de sistemas de pagamento por serviços ambientais. Trabalhar o sistema de remuneração por pagamento de serviço ambiental é incentivar o cultivo de árvores e florestas e também uma forma de diminuir o impacto ambiental e a mudança climática, além do cultivo da biodiversidade para melhorar a qualidade da água. Esse é o momento para que o setor utilize o pagamento para melhorar a cadeia produtiva e alcançar o reconhecimento social”, disse Zanetti, ao Só Notícias.

Segundo o consultor, já existe em Mato Grosso uma unidade de bens de serviços ambientais da Federação da Agricultura e também das Indústrias que é responsável por representar os federados. Tem um banco de negócios de serviços ambientais que são prestados pelas indústrias ou pelos ecossistemas para a sociedade. “Um exemplo desse serviço ambiental é quando uma empresas tem um equipamento que polui menos o ar ou o ecossistema e recebe investimento em pesquisa e desenvolvimento para que a empresa seja privilegiada pelos consumidores. O pagamento de serviço seria uma taxa diferencial para que a indústria produza produtos mais eficientes e acessíveis a sociedade.

Em Cuiabá, o estádio Verdão, que será a arena para a Copa está sendo construída com mais madeira do que concreto e com isso emite cerca de 700 mil toneladas de CO2 (carbono), mas para isso a Agecopa (Agência Estadual de Execução dos Projetos da Copa do Mundo Pantanal) e o Instituto Ação Verde farão as neutralizações dessa emissão, com o replantio de árvores em áreas de preservação permanente na capital.

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