A Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) avançou em mais uma etapa das tratativas para a implantação do curso de Medicina no Campus Universitário do Araguaia. Nos últimos dias 3 e 4, uma comitiva da Comissão de Acompanhamento e Monitoramento das Escolas Médicas, vinculada ao Ministério da Educação, esteve na região para conhecer a estrutura da Universidade e da rede de saúde que poderá integrar a formação dos futuros estudantes.
Durante a visita, a comissão conheceu laboratórios, salas de aula, biblioteca, restaurante universitário e demais estruturas do campus, além de equipamentos da rede de saúde de Barra do Garças, Pontal do Araguaia e Aragarças. Para a reitora da UFMT, professora Marluce Souza e Silva, a implantação do curso é um projeto de grande relevância para a Universidade e para a região. “Estamos trabalhando para viabilizar o curso de Medicina no Campus Universitário do Araguaia. É um projeto que exige planejamento, articulação e compromisso institucional. A formação médica pública será importante para o desenvolvimento da região e para o fortalecimento da saúde no Vale do Araguaia”, afirma.
O assessor especial da Reitoria, Bruno Ribeiro, destaca a avaliação positiva da comissão durante a visita. “A comissão conheceu nossa estrutura no campus e a rede de saúde dos três municípios, além de nos orientar sobre as próximas etapas. A avaliação do corpo docente, do quadro técnico e da infraestrutura existente foi muito positiva”, destaca.
A presidente da Comissão de Implantação do Curso de Medicina, professora Adenilda Cristina Honório França, também avalia positivamente a primeira visita técnica. “Tivemos uma avaliação bastante positiva. É claro que ainda temos algumas questões para acertar, mas estamos bastante otimistas. A expectativa é que, até julho do próximo ano, possamos ter o curso autorizado e, a partir disso, iniciar as atividades em 2028”, afirma. A pró-reitora de Ensino de Graduação, Luciane de Almeida Gomes, ressalta o trabalho integrado para estruturar as condições acadêmicas necessárias. “A Proeg está acompanhando todo o processo e trabalhando em conjunto com o campus e as demais áreas da universidade para estruturar as condições acadêmicas necessárias à implantação do curso.”
Para a pró-reitora do Campus Universitário do Araguaia, Paula Carvalho Rodrigues, a implantação do curso terá impacto social para o Vale do Araguaia. “Ter um curso de Medicina em uma universidade pública significa ampliar oportunidades e transformar realidades. A UFMT possibilita que jovens que não teriam condições de custear uma formação privada possam realizar esse sonho por meio de uma educação pública, gratuita e de qualidade”, ressalta. O diretor do Instituto de Ciências Biológicas e da Saúde, professor Carlos Habitante, explica que a CAMEM acompanha a implantação de novos cursos de Medicina nas instituições federais, avaliando as condições para sua criação e, caso haja autorização, acompanhando as etapas até o reconhecimento pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).
“Foi uma visita muito produtiva. Conseguimos apresentar o que temos e mostrar o potencial do campus e da região. A comissão avaliou positivamente as instalações e o corpo docente e ficou impactada com a participação dos estudantes. Ainda há etapas a cumprir, mas saímos satisfeitos e otimistas com a possibilidade de implantação do curso”, avalia.
Segundo o diretor, grande parte da estrutura necessária já está disponível no campus, especialmente os laboratórios e espaços utilizados pelos cursos da área da saúde. Também foi apresentado o planejamento para a construção das estruturas específicas que poderão ser necessárias para a Medicina.
Segundo a UFMT, a visita é a primeira de um processo que ainda envolve outras etapas de análise e tramitação junto ao Ministério da Educação e, posteriormente, ao Ministério da Saúde. Assim, a previsão de início em 2028 ainda depende do cumprimento das etapas e das autorizações necessárias. Conforme o andamento atual das tratativas, a expectativa da Universidade é concluir as etapas de autorização até julho de 2027 e, caso o processo avance conforme o previsto, iniciar o curso de Medicina em 2028.
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