PUBLICIDADE

Coleta de esgoto alcança apenas 28% da população em Mato Grosso

PUBLICIDADE
Redação Só Notícias (foto: divulgação/arquivo)

O levantamento feito pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) apontou que a coleta de esgoto alcança apenas 28% da população do Mato Grosso. Como consequência, o estado possui registro de doenças devido à falta do serviço de saneamento básico. Segundo dados da CNI, baseados no IBGE, 58 dos 141 municípios mato-grossenses registraram, em 2017, casos de endemias ou epidemias. Isso significa que 41% do total das cidades do estado. As ocorrências mais frequentes foram de dengue, zika, diarreia e verminoses.

Por outro lado, os serviços de abastecimento de água (87,3%) e de tratamento do esgoto coletado (75,9%) no Mato Grasso estão próximos à média nacional. De acordo com a especialista em infraestrutura da CNI, Ilana Ferreira, no Brasil, o setor com maior déficit de atendimento e com maiores desafios de expansão é o de saneamento básico. Na avaliação dela, os impactos na saúde da população são inestimáveis.

“De acordo com os últimos dados que nós temos, por exemplo, em 2016, mais de 3 mil crianças com menos de 5 anos faleceram no Brasil em razão de diarreia, que é uma doença associada a baixo acesso à água tratada”, destaca Ilana.

Para ampliar o alcance do saneamento básico, 38 municípios do estado delegaram à iniciativa privada a tarefa de aumentar o investimento no setor. Para auxiliar esse crescimento, parlamentares aprovaram, na última semana, em comissão mista, uma Medida Provisória (MP 844/18) que altera o marco legal do saneamento básico no Brasil.

A MP 844/2018 prevê que a Agência Nacional de Águas (ANA) tenha competência para elaborar normas nacionais para os serviços públicos voltados à área de saneamento básico. Anteriormente, as decisões relacionadas ao setor eram de responsabilidade do Ministério das Cidades.

Para o professor de Direito da Infraestrutura e da Regulação da FGV, Rafael Véras, empresas privadas aumentam a competitividade entre as instituições que trabalham no setor e, consequentemente, melhoram o serviço oferecido.

“Abrindo o setor de saneamento às empresas privadas, você vai gerar por meio da competição estímulos para que a qualidade do serviço do saneamento seja implementada. Se tenho a disputa entre agentes de mercado e entre esses agentes e as companhias estaduais de saneamento tende a ter um resultado mais favorável para os usuários”, defende o professor.

Como se trata de uma Medida Provisória, as normas previstas no texto já estão em vigor desde a publicação no Diário Oficial da União, em julho de 2018. Com vencimento no dia 19 de novembro, a medida será analisada no plenário da Câmara dos Deputados. Se aprovada, segue para a mão dos senadores.

PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE

Mais notícias
Relacionadas

Butantan produzirá remédio contra câncer para o SUS

O Instituto Butantan e a farmacêutica norte-americana MSD firmaram...

Sede própria do INDEA regional de Matupá será inaugurada nesta 6ª

As instalações da agência regional Instituto de Defesa Agropecuária...

Carreta pega fogo em rodovia de Mato Grosso

A equipe do Corpo de Bombeiros extinguiu, ontem, um...
PUBLICIDADE