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Chuva de meteoros mais intensa do ano será visível em Mato Grosso

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Redação Só Notícias (foto: reprodução)

Os céus de Mato Grosso serão um dos principais palcos brasileiros para a observação da chuva de meteoros Geminidas, a mais intensa do ano, que terá início nesta quinta-feira e segue até terça-feira (16). Segundo o guia de observação elaborado pelo professor Gabriel Hickel para o Observatório Nacional (ON/MCTI), o estado está entre os mais favorecidos para o fenômeno no país, com uma previsão de até 62 meteoros visíveis por hora em condições ideais, uma das maiores taxas entre as unidades federativas.

O pico da chuva está previsto para a noite de sábado (13) para domingo (14). Devido à larga duração do pico, de quase 12 horas, a observação também será proveitosa nas noites anteriores e posteriores. O melhor horário para assistir ao espetáculo celeste em Mato Grosso, considerando a interferência da Lua, será entre 21h50 e 01h00 durante a noite do pico.

Segundo o observatório, a Geminidas é uma chuva de meteoros originada dos fragmentos do asteroide 3200 Faetonte. Suas partículas atingem a atmosfera terrestre a uma velocidade de 35 km/s, produzindo meteoros de brilho fraco a moderado, com duração média de pouco mais de um segundo, sendo alguns dos mais brilhantes de coloração amarela intensa. Para observar, não é necessário equipamento especial, mas é crucial estar em um local com céu escuro, longe da poluição luminosa das cidades, com horizonte livre e deitado em uma posição confortável.

O fenômeno será parcialmente visível em todo o Brasil, e a recomendação para os observadores é ter paciência, permitir que os olhos se adaptem à escuridão por pelo menos 15 minutos e dedicar pelo menos uma hora à observação para aumentar as chances de visualização.

Além de Mato Grosso, outros estados das regiões Centro-Oeste e Norte também terão excelentes condições, com previsão de mais de 60 meteoros por hora. O guia completo do ON oferece tabelas detalhadas com os melhores horários para cada noite, levando em conta a fase da Lua, que estará passando de minguante para nova e pode ofuscar meteoros menos brilhantes.

A chuva recebe o nome de Geminidas porque seu radiante — o ponto no céu de onde os meteoros parecem se originar — está localizado na constelação de Gêmeos. Para uma melhor experiência, recomenda-se direcionar o olhar para as Três Marias e utilizar a visão periférica.

O fenômeno anual é resultado da Terra cruzar a esteira de detritos deixada pelo asteroide 3200 Faetonte, um corpo celeste considerado o provável núcleo rochoso de um antigo cometa. A fama de “chuva de meteoros” consolidou-se após um evento histórico extremamente intenso dos Leonidas em 1833, embora as Geminidas de 2025 não atinjam tal magnitude, mantendo-se como o evento anual mais expressivo para os observadores do céu.

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