quinta-feira, 12/fevereiro/2026
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Centrais sindicais protestam em Cuiabá contra reforma da Previdência

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Centrais sindicais alinhadas adotaram o dia 19 de fevereiro como um dia de protestos no país em favor da aposentadoria e contra a reforma da previdência em trâmite na Câmara Federal. A reforma está na pauta de apreciação dos deputados federais. O entendimento dos sindicalistas é que a reforma, da forma como ela está apresentada, será prejudicial à classe trabalhadora na cidade e no campo, com reflexos inclusive no serviço público.

Em Cuiabá, tem protesto previsto para esta segunda-feira às 8h na porta do INSS, prédio que fica na Avenida Getúlio Vargas, centro da cidade. "É inadmissível em ano eleitoral, sem muita discussão, em compensação ao processo de corrupção, atingir o trabalhador. Pelo rombo que supostamente existe na previdência, os trabalhadores estão sendo penalizados. Os maiores devedores são empresas que não pagaram, que tiveram perdão e estão com estas dívidas na dívida ativa. Nossa reivindicação é que retire isso da pauta de votação da Câmara e numa próxima legislatura a gente discuta isso mais amplamente e vejamos caminhos para solucionar os problemas previdenciários", diz Oscarlino Alves, do Fórum Sindical, que reúne 30 carreiras estaduais.

Segundo ele, o protesto tem intenção de sensibilizar a classe política de Mato Grosso. "Temos 8 deputados federais e 3 senadores e temos o posicionamento de apenas um deputado, o Ságuas Moraes (PT), que se mostrou contra as reformas trabalhista e previdenciária. Hoje o deputado Valternir Pereira, que está no PSB, tem orientação para votar contra a reforma e aqueles que contrariam a orientação tirada no congresso da sigla, a exemplo de Fábio Garcia e Adilton Sachetti, que foram expulsos", comenta Oscarlino.

Ele também destaca que é ano eleitoral e que vão explorar isso para expor políticos que votarem contra os trabalhadores. "Vamos fazer campanha contra", ameaça. O protesto tem intenção ainda de sensibilizar a sociedade. "Escolas de samba do Rio já mostraram que nós estamos com as vendas nos olhos e os únicos prejudicados seremos nós", denuncia.

Diretor da Central Única dos Trabalhadores (CUT), maior central sindical de Mato Grosso, Robinson Ciréia, explica que a orientação é para construir greve. "A gente está convidando para ir segunda-feira na porta do INSS. Haverá paralisações em algumas categorias e o ato", convoca. Segundo ele, o governo Temer ataca os direitos dos brasileiros.

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