Camila Pitanga sobre preconceito: ‘as máscaras estão caindo’

Em entrevista à revista Cosmopolitan, Camila Pitanga abriu o coração e falou, entre outros temas, sobre morte de Domingos Montagner, com quem contracenou em Velho Chico. Em setembro de 2016, o ator faleceu depois de mergulhar no Rio São Francisco, na região de Canindé de São Francisco, no Sergipe, durante uma folga das gravações. A atriz estava com ele no momento do acidente.

“Quando você passa por um susto, por uma coisa trágica e forte, você redimensiona o que tem de mais delicado. Então, acho importante a conexão com a delicadeza do tato, do sentir, do cheiro”.

Camila, que completou 40 anos em 2017, disse que “seu aniversário foi reflexivo”.

“Normalmente, gosto de festejar, celebrar a vida, dançar. Mas desta vez não foi assim e nada teve a ver com a idade, mas sim com o momento de vida que eu estava atravessando”.

Sempre se destacando também por cibta de suas considerações sobre política, recentemente a atriz foi xingada num shopping por uma pessoa com opiniões contrárias.

“Estamos vivendo um processo: as máscaras estão caindo e as pessoas estão vomitando seus preconceitos. Isso nos faz pensar sobre eles”.

Atenta ao movimento feminista, Camila contou à revista que tem reunido mulheres em sua casa para debates e reflexões.

“Tenho feito reuniões em casa para que nós, mulheres, possamos nos escutar, conversar e pensar sobre o que é ser mulher. Falar sobre o que queremos desconstruir, sobre o que queremos negar. O feminismo não é contra alguém. Ele é a favor. Entender isso é importante. Dar a mão para o feminismo, para mim, é isso. É estabelecer novos paradigmas e novos limites, mas muito mais no sentido de ser a favor de um bem comum do que ser contra alguma coisa”.

A atriz ainda opinou sobre sexo.

“A mulher tem que gozar, sentir prazer e se conhecer”.

Outro assunto abordado na entrevista foi sobre os boatos de uma rivalidade com Taís Araújo.

“Conheço a Taís há muitos anos. Fico até com os olhos cheios d’água porque há admiração e respeito e sempre soubemos que temos uma à outra. É preciso desmitificar essa ideia de rivalidade. Somos duas mulheres para irradiar caminhos, atalhos. Ninguém está tirando o lugar de ninguém. Tem uma mulherada negra poderosa abrindo o cenário: a Iza, a Lellêzinha, a Karol Conka”, destacou.

(OFUXICO)