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Brasil perde um de seus maiores comediantes: Ronald Golias

O comediante Ronald Golias, 76, morreu na madrugada desta terça-feira em São Paulo, vítima de infecção generalizada proveniente de infecção pulmonar. Ele estava internado desde o dia 8 no Hospital São Luiz, no Morumbi (zona oeste).

Golias foi um dos pioneiros da TV brasileira. Criador de personagens que se tornaram célebres na telinha, sua biografia se confunde em muitos momentos com a história da televisão no Brasil.

Nascido em 1929 na cidade de São Carlos, no interior de São Paulo, Golias começou a carreira artística nos anos 40, quando participou de um grupo de acrobacias aquáticas, o Aqualoucos. Antes disso chegou a trabalhar como alfaiate e funileiro.

Nos anos 50 ingressou no rádio onde conheceu Manuel da Nóbrega (pai de Carlos Alberto da Nóbrega) que em pouco tempo o levou para a telinha para trabalhar no humorístico “Praça da Alegria”. Pacífico, seu primeiro personagem marcante da televisão, nasceu em 1956 e se tornou famoso com o bordão “ô Cride”.

No cinema estreou em 1957 na comédia “Um Marido Barra Limpa”, de Luís Sérgio Person. Dois anos mais tarde participou de chanchadas como “Os Três Cangaceiros”, onde contracenou ao lado de Ankito e Grande Otelo.

Em 1967 levou para a televisão seu personagem Bronco, que já fazia sucesso no cinema. Carlos Bronco Dinossauro estreou no humorístico “A Família Trapo”, da TV Record, e acabou se transformando no mais divertido e atrapalhado personagem do seriado.

Uma curiosidade de sua carreira foi ter apelidado Silvio Santos de “peru”, alcunha que na década de 70 se popularizou a ponto de o apresentador ficar conhecido como “o peru que fala”.

Nos últimos anos podia ser visto na tela do SBT em programas como “A Praça É Nossa”, onde interpretava Pacífico, e “Meu Cunhado”, humorístico que ressuscitou seu personagem mais famoso, o Bronco.