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BR-163: audiências públicas sobre pavimentação recomeçam hoje

As audiências públicas sobre a pavimentação da BR-163 começam hoje nas cidades de Apuí (PA) e Itaituba (AM). De acordo com o sub-chefe adjunto da Casa Civil da Presidência da República, Johannes Eck, as consultas começaram na segunda-feira (4), na cidade de Sorriso (MT). “A partir da segunda quinzena de abril, nós vamos fazer em Guarantã do Norte, em Altamira, em São Félix do Xingu, em Novo Progresso e em Santarém”, afirmou ele.

De acordo com Johannes Eck, este é o início da segunda etapa de consultas públicas ao Plano de Desenvolvimento Regional Sustentável para a região da BR-163. “O governo resolveu fazer a pavimentação dessa BR no trecho de Cuiabá até Santarém, mas também decidiu fazer um Plano de Desenvolvimento para que essa pavimentação pudesse ser acompanhada de uma série de medidas governamentais da sociedade para melhorar a vida da população que mora no seu entorno”, explica. Segundo ele, o governo está elaborando o plano em parceria com os governos estaduais, municipais e com a sociedade.

De acordo com Eck, já existe um perfil prévio do plano, feito com base nas informações obtidas na primeira etapa da consulta. “A idéia é que, com o asfaltamento da estrada, haja medidas para ordenar o território e para ter regularização fundiária, já que quase 30% das terras são públicas – tanto da União quanto do estado. Essas medidas vão fomentar as atividades produtivas sustentáveis, a inclusão social e a cidadania. Ou seja, representam maior oferta de saúde, de educação para toda a população. Além de energia elétrica que é essencial para fixar a população local”, conta.

Ele explica que a expectativa é de que os estudos do asfaltamento da estrada fiquem concluídos este ano e que sejam assinados os contratos de concessão para pavimentação da estrada. Com isso, 71 municípios serão beneficiados com a rodovia.

A pavimentação da BR-163 é, segundo Eck, um desejo da população local desde a abertura da estrada, em 1970. “Ela é vista como uma obra que vai trazer desenvolvimento para toda a região, que realmente precisa de investimentos públicos”, analisa. Para ele, a obra poderá transformar o Pará no maior pólo exportador de produtos florestais e de madeira.