A harpia (Harpia harpyja), uma das maiores águias do planeta com envergadura de 1,8 a 2,2 metros, foi flagrada por funcionários, ontem, nas proximidades da usina hidrelétrica de Colíder. O registro é considerado raro uma vez que a densidade da ave é naturalmente baixa, mesmo em áreas preservadas, sendo de aproximadamente um casal a cada 50-100 quilômetros quadrados ou até menos dependendo da disponibilidade de presas e do grau de conservação do habitat, de acordo com estudo do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).
Os flagras na natureza se tornam ainda mais incomuns por a harpia ser um predador de topo, que exige grandes territórios de florestas extensas e contínuas para predar. Conforme a assessoria da concessionária da usina, a presença da espécie em Colíder pode ser um indicador de qualidade ambiental e “reforça a importância da manutenção de áreas conservadas”.
O intervalo entre reproduções da águia é considerado longo pelos biólogos, sendo em média de 2 a 3 anos entre uma tentativa reprodutiva e outra. Normalmente, a fêmea põe de um a dois ovos, mas, em geral, apenas um filhote sobrevive e permanece dependente dos pais por aproximadamente 10 a 12 meses. O casal só volta a reproduzir após o jovem se tornar independente.
Na classificação da União Internacional para a Conservação da Natureza, a harpia é considerada como “quase ameaçada” de extinção. No entanto, no Brasil, a situação é mais preocupante. A espécie consta nas listas oficiais como ameaçada, geralmente enquadrada como “vulnerável”.
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