quarta-feira, 25/fevereiro/2026
PUBLICIDADE

Aterro sanitário de Cuiabá só suporta mais 60 dias

PUBLICIDADE

A capacidade de recepção e destinação final do lixo doméstico no aterro de Cuiabá está no limite e permite apenas cerca de dois meses de recebimento de materiais, segundo relatam pessoas envolvidas no tema.

E, para complicar, a Prefeitura de Cuiabá ainda não definiu a nova área para essa finalidade e a empresa Qualix Serviços Ambientais tem contrato de coleta e tratamento que vai até esta terça-feira (2/2). A empresa avisou à Prefeitura desde setembro que o aterro já não permite mais lixo e que precisa de novo local para operar. O poder público tem apenas diagnóstico de três áreas particulares em estudo para o novo aterro (ver quadro).

De acordo com técnicos do setor, em média, o processo de definição da nova área envolve um período de seis a oito meses, o que inclui procedimentos legais (como audiência pública) e ambientais (relatório de impacto e licenciamento para uso), a cargo da Secretaria Estadual do Meio Ambiente (Sema).

O gerente da Qualix, Ricardo Costa, confirma que o prazo da central de destinação de lixo de Cuiabá preocupa. “O aterro tem mais ou menos 60 dias de vida (sic) e a prefeitura pode disponibilizar nova área. Sei que a prefeitura está próxima à licitação”.

O secretário de Infraestrutura de Cuiabá, Euclides Santos, menciona algumas dificuldades encontradas na solução do problema e também respalda o prazo. Ele informa que o uso do atual aterro pode ser avançado em 90 dias e que tem autorização da Sema para utilizar a central de lixo até “10 de dezembro de 2010 para continuar a colocar lixo”.

O secretário afirma ainda que negocia com a instituição ambiental as condições de uso do aterro. “Estamos agindo porque não há suporte mais para o aterro. Estamos correndo contra o tempo e trabalhando com a Sema para saber nosso caminho, para ver se destina lixo ao lado (do atual aterro)”.

O secretário informa que todas as decisões sobre o novo aterro são comunicadas à Sema e ao Ministério Público do Estado.

Em média, a atual central de destinação recebe diariamente cerca de 470 toneladas, com picos de até 600 toneladas no início da semana, ou 720 toneladas, como ocorreu em algumas segundas-feiras do alto consumo de dezembro passado, de acordo com dados da Secretaria de Infraestrutura de Cuiabá (Seminfe).

A central de lixo de Cuiabá foi instalada em 1997 e fica a 12,5 km do centro da cidade.

Atrasos – O fato de as novas áreas para aterro sanitário não serem públicas, e a consequente disputa entre a Prefeitura de Cuiabá e proprietários devido a questões de desapropriação, têm provocado atraso no processo de escolha do novo terreno, segundo apurou a reportagem.

O cenário de embate provocou atrasos na seleção da nova área para destinar o lixo de Cuiabá e no Estudo de Impacto Ambiental e Relatório de Impacto Ambiental (EIA/RIMA). A questão pode gerar até multa para os gestores da Prefeitura de Cuiabá, por descumprir acordos do Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), assinado com o Ministério Público Estadual (MPE) em fevereiro do ano passado pelo prefeito Wilson Santos.

O secretário informa que em relação ao TAC assinado, a Procuradoria do Município tem acompanhado e feito toda gestão para seguir o instrumento acordado com o MPE. “Nós fizemos encaminhamento para a Sema dessa questão, de novo prazo, de nova opção para atender o espaço, até ter novo aterro. Nós temos trabalhado e analisado o aterro atual para ver quanto tempo ele suporta”.

Na Sema, os responsáveis pela gestão de Resíduos Sólidos estão em férias e o substituto imediato está de viagem. Os servidores retornam de férias amanhã (1º/2), quando poderão pronunciar sobre o andamento do processo referente ao novo aterro para lixo de Cuiabá.

Estudos – O EIA/RIMA do novo aterro de Cuiabá deve ser entregue até o fim de março. A informação é do professor doutor Paulo Modesto, da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), coordenador da equipe de Estudo de Impacto Ambiental. Ele é contratado da Engesan Engenharia Consultiva e Serviços, em contrato assinado em novembro de 2008.

O trabalho de levantamento de campo das novas áreas era para ser concluído em 60 dias, mas em função da disputa entre prefeitura e proprietários houve atraso de 10 meses. A consultoria total demoraria 180 dias. O primeiro produto do trabalho é um diagnóstico, já entregue. No EIA/RIMA deve constar a melhor das três áreas para o novo aterro de Cuiabá.

 

COMPARTILHE:

PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE

Mais notícias
Relacionadas

Justiça Eleitoral cria novo local para indígenas votarem no Nortão

O povo indígena terena ganhará um novo local de...

Bombeiros controlam incêndio em escola municipal em cidade de Mato Grosso

O Corpo de Bombeiros combateu hoje um princípio de...

Trilheiro morre em hospital de Sinop um mês após sofrer acidente no Nortão

João Murilo Carrara Zaneti, de 28 anos, morreu hoje...
PUBLICIDADE