Representantes indígenas do povo de etnia Terena, pertencentes à Aldeia Turypuku na Gleba Iriri, definiram a suspensão em caráter temporário da manifestação na rodovia BR-163, iniciada ontem, entre os municípios de Matupá e Peixoto de Azevedo. A informação foi confirmada em ofício divulgado hoje pela Coordenação Regional Norte em Colíder, órgão mato-grossense vinculado à Fundação Nacional dos Povos Indígenas.
O novo posicionamento se deve à reunião marcada para o dia 24, na sede da Funai em Brasília, entre lideranças da comunidade e a Diretoria de Demarcação de Terras Indígenas. Será debatida a resolutividade das demandas locais, juntamente com a Procuradoria Federal Especializada e o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA).
Dentre as reivindicações colocadas em pauta, estão o cumprimento de decisão judicial movida pelo Ministério Público Federal (MPF) e que garantiria uma indenização em dinheiro para a população local, sem maiores detalhes sobre o processo ou a quantia específica. Os trâmites judiciais teriam ocorrido há mais de duas décadas, mas sem o pagamento previsto.
Também foram cobradas providências urgentes quanto à infraestrutura viária local, tais como o cascalhamento de vias e construção de pontes. Os serviços teriam sido acordados com o Departamento Nacional de Infraestrutura e Transportes (DNIT) há cerca de 10 anos, sendo que a execução caberia à concessionária Via Brasil, atual responsável pela manutenção do trecho.
“Decidimos suspender temporariamente a manifestação do fechamento da BR-163 em atenção a este ofício, onde foi agendada uma reunião na Funai em Brasília com as lideranças terena. Neste encontro, esperamos que nossas demandas sejam atendidas, caso contrário, retornaremos à manifestação na BR-163”, “Enquanto os caciques se reúnem com a equipe”, “para tratar de nossas demandas, os guerreiros e guerreiras estarão de prontidão aguardando uma resposta”, detalha trecho do ofício.
Para a programação, ainda é previsto planejamento logístico por parte do Ministério dos Povos Indígenas, visando custear o deslocamento de até 4 líderes previamente indicados pelos membros da comunidade.
Conforme Só Notícias já informou, indígenas colocaram cartaz e queimaram alguns pneus às margens da rodovia.
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