O Centro Acadêmico VIII de Abril, da Faculdade de Direito da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), campus de Cuiabá, divulgou uma nota de repúdio após a circulação de uma lista que classificava estudantes como “estupráveis”. Na nota, o centro acadêmico condena “de forma veemente” a conduta de alunos que teriam criado e compartilhado, em aplicativos de mensagens, uma lista classificando calouras com termos ofensivos e fazendo referências à violência sexual.
Segundo a nota, as conversas indicam que estudantes de Direito e de outros cursos planejavam a elaboração de uma lista com classificações degradantes, além de declarações explícitas sobre intenções de violência. Para o Centro Acadêmico, o caso representa “um claro ato de descaso e normalização da violência”, com conteúdo considerado incompatível com princípios éticos, jurídicos e humanos.
O texto também destaca que esse tipo de manifestação não pode ser tratado como brincadeira, pois reforça a banalização da violência sexual e a objetificação de mulheres. A entidade estudantil ainda contextualiza o episódio dentro de um cenário mais amplo de denúncias recentes de assédio no ambiente universitário, ressaltando a gravidade da situação. Outro ponto mencionado é um caso ocorrido no ano anterior dentro do próprio campus, em que uma mulher foi vítima de violência extrema, evidenciando, segundo a nota, a necessidade de enfrentamento rigoroso de práticas que incentivem ou normalizem esse tipo de crime.
A Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Mato Grosso também se posicionou oficialmente, expressando repúdio à conduta dos estudantes. Em nota, a instituição classificou o episódio como incompatível com a formação de profissionais do Direito, destacando que a postura “não condiz com aqueles que optam pela missão de ser agentes do Sistema de Justiça”. A OAB afirmou ainda que solicitou à universidade a apuração dos fatos com celeridade e a devida responsabilização dos envolvidos. A entidade também declarou solidariedade às estudantes e colocou-se à disposição para oferecer apoio às vítimas.
O caso segue sob acompanhamento e deve ser investigado.
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