terça-feira, 5/março/2024
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Santos vence LDU pela Libertadores: 3 a 1

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Ele não calçou a chuteira dourada. Mas o futebol de ouro, o atacante Robinho não deixou nos vestiários, deu um espetáculo e foi o maior responsável pela vitória do Santos sobre a LDU, do Equador, por 3 a 1, na noite desta quarta-feira, que manteve o sonho do campeão brasileiro na Copa Libertadores da América.
Com o resultado positivo, o Peixe assume o segundo lugar do grupo 2, com seis pontos. O time tem a mesma pontuação de Danubio e LDU, mas os uruguaios lideram, pois tem quatro gols de saldo, três a mais que os brasileiros, enquanto os equatorianos têm saldo negativo de três gols.

Para chegar à segunda vitória, o atual campeão nacional contou com uma noite sensacional de Robinho. O craque fez o quis em cima da zaga rival, marcou dois gols e fez uma de suas melhores partidas na temporada.

Mas, antes desse show, o torcedor se assustou com o gol de Urrutía, logo aos dois minutos de jogo. Foi a quarta vez em quatro jogos que o Santos tomou um gol nos primeiros 15 minutos de uma partida da Libertadores.

Após a LDU perder duas grandes chances, o camisa sete do Peixe resolveu roubar as atenções. Com um chuteira vermelha nos pés, o atacante recebeu de Ricardinho, fintou três rivais e bateu rasteiro, para empatar aos 20 minutos.

Na etapa final, o show do sete santista prosseguiu. Aos dois minutos, ele driblou dois e foi derrubado na entrada da área. Na cobrança, Ricardinho bateu com perfeição e virou. A partir daí, Robinho fez lances mágicos, como uma finta em quatro jogadores em apenas um toque, e definiu a partida, aos 17 minutos. Foi o toque final do novo “Rei” da Vila.

Agora, o Santos só volta a jogar em 20 de abril, quando visita o Danubio, em Montevidéu, no Uruguai. Uma semana depois, a LDU encara o Bolívar, fora de casa, pela mesma rodada da competição. Antes disso, o alvinegro joga neste domingo contra o Paulista, em casa, pelo Estadual.

O jogo
O Santos prometia forte marcação e muita atenção, escalou três volantes, mas o time voltou a pecar nos primeiros minutos. Assim como aconteceu nos três jogos anteriores, o Santos sofreu novamente um gol logo nos primeiros minutos da partida.

Nesta quarta, o torcedor mal se ajeitava na arquibancada, quando Mendéz veio com total liberdade pela direita, cruzou e o meia Urrutía apenas tocou para o gol, aos dois minutos de jogo.

O gol gerou nervosismo na zaga santista, que cansou de errar e viu a LDU perder duas grandes chances de ampliar. Aos sete, Mendéz desarmou no meio, avançou pela direita, cruzou, viu Hallison errar, e García finalizou em cima de Henao. Dois minutos depois, Bóvio errou passe no meio e Graziani lançou García, que bateu para fora.

Após estas falhas, o Santos se acalmou finalmente e pôde pressionar o rival. Aos 11, Léo cruzou para Hallison, que escorou, mas Robinho cabeceou pela linha de fundo. Outra vez pela lateral, mas pela direita, o Peixe chegou com perigo, aos 15, em lance que a zaga da LDU salvou.

Mas o alvinegro teve de utilizar mesmo uma arma do rival para conseguir o empate, aos 20 minutos. O meia Ricardinho se antecipou a Palacios, roubou a bola no meio e tocou para Robinho. Com velocidade, o camisa sete avançou, fintou três adversários e disparou um chute forte, rasteiro e certeiro no canto direito. Uma pintura do craque santista, que passou a fazer a diferença.

Cinco minutos depois, foi dos pés do atacante que o Santos ameaçou. Em cruzamento de Paulo César, Robinho foi travado na hora da finalização por Espínola. No escanteio, o camisa sete dominou, driblou Espínola e exigiu grande defesa de Mora.

Após isso, o técnico Juan Carlos Oblitas tratou de reforçar a marcação em Robinho e deu resultado por apenas dez minutos. Aos 35, em uma incrível falha de Mora, que deixou a bola escapar, Deivid cruzou e viu Ricardinho perder. No minuto seguinte, Robinho escapou da forte marcação, deixou Deivid na cara do gol, mas o atacante desperdiçou.

Aos 38, Robinho dominou pela direita e lançou Fabinho, que entrou livre e acertou a zaga equatoriana. A última chance santista foi aos 44, quando Robinho tabelou com Deivid, mas o camisa nove falhou novamente.

Ele desequilibra – Na etapa final, o Santos voltou com apetite e seu melhor jogador tratou de fazer a diferença. Aos dois, Robinho dominou na intermediária, fintou dois rivais e foi derrubado na entrada da área. Na cobrança de falta, Ricardinho bateu com perfeição e viu a bola ainda tocar na trave, antes de decretar a virada santista.

Logo em seguida, a LDU assustou com Graziani, mas Henao fez boa defesa. A equipe de Quito tratou de aproveitar os espaços na zaga e voltou a ameaçar aos nove, quando Mendéz teve liberdade pela direita e cruzou para Urrutía, livre, chutar para fora.

Mas o “mágico” santista não permitiu a reação adversária. Aos 13, Robinho fez uma jogada monumental na entrada da área, driblando quatro jogadores de uma só vez, mas não conseguiu alcançar a bola. Em seguida, Aguinaga deu um carrinho para tentar acuar o camisa sete do Santos, e o árbitro fez “vistas grossas”.

Porém o ídolo alvinegro não se abalou e desequilibrou de novo. Aos 17, Paulo César veio pela direita, cruzou para Deivid, que desviou e Robinho, de peixinho, completou para a rede, partindo para a festa com a torcida.

Cinco minutos depois, o camisa sete dominou, driblou Espínola e exigiu grande defesa de Mora. Aos 23, Robinho deu outra finta sensacional em Espínola, mas parou novamente nas mãos do goleiro. Em seguida, a torcida viu um erro gritante da zaga santista, que Salas dominou na entrada da área e exigiu que Henao se esticasse todo para espalmar.

O goleiro colombiano foi ainda exigido mais duas vezes, em cruzamentos para a área. Já na frente, o técnico Gallo tirou Robinho aos 42 minutos, para vibração geral da torcida. O seu substituto, William, só tratou de irritar os santistas, perdendo dois gols incríveis nos últimos dois minutos de jogo.

Apesar dos erros, o Santos saiu de campo com um importante triunfo e seguiu sonhando com a classificação para a próxima fase da Copa Libertadores, além de conseguir a esperada paz com a torcida, após o fracasso no Campeonato Paulista.

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