Esportes

Luverdense mantém contratos de 16 jogadores mesmo com Mato-grossense suspenso

Mesmo com o Campeonato Mato-grossense paralisado há mais de três meses e um calendário ainda incerto para o restante da temporada, o Luverdense Esporte Clube mantém 16 jogadores com contratos ativos. Os vínculos têm vigência até o mês de novembro. Antes da pandemia, o time de Lucas do Rio Verde tinha cerca de 28 jogadores em seu grupo profissional.

Durante o período de isolamento todos os atletas permaneceram realizando “treinamentos on-line” elaborados pelo técnico Toninho Pesso e comissão técnica. A perspectiva agora, é de que as autoridades de saúde passem a considerar, nas próximas semanas, a possibilidade de liberação dos treinamentos presenciais, a exemplo do que já aconteceu em outros estados.

Além disso, ainda há indefinição quanto as datas de reinício do futebol. O certame estadual, por exemplo, deve retornar somente no mês de novembro, conforme apontado pela Federação Mato-grossense de Futebol em reunião com os clubes no final do último mês.

O Luverdense ainda tem em seu calendário a disputa da Série D do Campeonato Brasileiro, que até agora segue sem projeção de retorno. Até agora, a Confederação Brasileira de Futebol só emitiu parecer sobre o retorno das Série B e A, previstas para retornarem nos dias 8 e 9 de agosto respectivamente.

Conforme Só Notícias já informou, assim como as competições, o futuro do Alviverde também é incerta. Em recente entrevista o gerente de futebol do Luverdense, Helmute Lawisch foi enfático ao revelar não acreditar na volta da equipe para disputa dessa e próximas temporadas.

O gestor não descartou também a possibilidade de fechar as “portas” caso não haja “sangue novo” para comandar o clube. O atual presidente do clube é o filho dele, Guilherme Lawisch. “O time já não encanta mais, não motiva quem está a frente, então vem numa situação de decadência, não tem como tampar o sol com a peneira”, destacou.

Nas redes sociais, em uma série de publicações, a diretoria voltou a dar indícios sobre o possível fechamento das “portas” do clube, que tem 16 anos de história e já foi destaque nacional, inúmeras vezes. Entre as publicações, a mais contundente destacou a ‘fuga’ do rebaixamento da equipe no Campeonato Mato-grossense deste ano. Ressaltando a briga contra a degola até a última rodada, a diretoria lembrou da campanha “desastrosa” no certame.

Só Notícias/Luan Cordeiro e Altair Anderli, de Lucas do Rio Verde (foto: assessoria/arquivo)