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Em jogo fraco, América e Chape ficam no empate sem gols em Belo Horizonte

Na tarde de quarta-feira, em horário totalmente atípico, América e Chapecoense ficaram no empate sem gols, em duelo no Independência, pela 12ª rodada do Campeonato Brasileiro.

O resultado muda pouco a situação das equipes – pelo menos até o término da rodada. O Coelho está na 12ª colocação, com 14 pontos. Já a Chape tem a mesma pontuação, na 14ª posição, separados pelos critérios de desempate.

O jogo foi morno. As equipes não estavam inspiradas. O duelo teve algumas chances de gols, algumas claras, mas em sua maior parte foi sonolento e pouco animador.

Agora as equipes só retornam ao futebol brasileiro no próximo mês, após a Copa do Mundo. O América terá o Cruzeiro, no dia 19 de julho, no Mineirão, às 19h30 (de Brasília). Já a Chape recebe o Bahia, na Arena Condá, no mesmo dia e horário.

Primeiro tempo

Ao contrário do que se esperava, a Chapecoense não ficou apenas em seu campo defensivo, fechada, esperando uma atitude do América para buscar os contra-ataques.

A equipe de Santa Catarina fazia um jogo tranquilo. Passes curtos, girava a redonda, cozinhava a partida e, junto, o Coelho. Isso fez com que a Chape tivesse domínio do jogo.

O América mostrava profundidade em suas chegadas, agredindo pela esquerda, pela direita, porém, esbarrava na tranquilidade da Chape que não permitia grandes sequências do Coelho com a bola.

Aos 24 minutos o América perdeu uma chance de ouro. Em boa jogada pela direita, Judivan recebeu na área e bateu forte, de primeira. O goleiro fez a defesa. No rebote, Ademir mandou por cima.

Depois o jogo ficou ruim. Sonolento, o América não conseguia criar com qualidade, a Chape tentava impor o domínio sem utilidade. A partida ficou sonolenta.

Segundo tempo

A etapa complementar voltou igualmente fraca tecnicamente. As equipes não conseguiam criar chances claras.

O América passou a ter mais a posse de bola, tentar criar, mas parava em seus erros.

Aos 12, a Chape conseguiu chegar com perigo. Em cruzamento na área, Wellington Paulista desviou de cabeça e a redonda passou por cima do gol.

Os torcedores do Coelho começaram a pedir a entrada do atacante Rafael Moura. Enderson atendeu, colocou o avante na vaga de Judivan – que deixou o gramado com vaias e aplausos. Marquinhos também entrou na posição de Ademir.

O Coelho passou a ser mais presente no ataque, porém, sem chances reais. A grande porcentagem na frente abriu possibilidades de contra-ataque para a Chape. Aos 26, em ótima chegada, Bruno Silva saiu cara a cara com Jori, mas finalizou mal.

Aos 34, a melhor chance da Chape. Em ótima jogada de Bruno Silva na esquerda, ele deixou dois adversários do América no chão e partiu rumo ao gol. Chegando na área, percebeu um companheiro melhor posicionado. Em tentativa de novo passe, a bola ficou com a zaga do Coelho.