domingo, 3/março/2024
PUBLICIDADE

Depois do título, Rogério Ceni é apontado como líder, polêmico e artilheiro

PUBLICIDADE

Rogério foi criado no interior do Paraná, primeiro na cidade de Pato Branco, depois em Sinop, no Mato Grosso. Ao contrário da maioria dos jogadores, não passou por grandes dificuldades financeiras. Curiosamente, começou a jogar futebol na linha, até por isso demonstra grande habilidade com os pés. Sua primeira experiência no gol aconteceu por acaso. Ele substituiu o chefe do Banco do Brasil em uma partida e gostou da posição. Aos 17 anos, recebeu convite para integrar o elenco do Sinop Futebol Clube.

Aproveitou a contusão dos outros dois goleiros para ser titular e conquistar o primeiro título estadual, em 1990. No mesmo ano, Rogério foi aprovado em um teste no São Paulo. Começou a ter destaque no clube paulista em 1993, quando conquistou ao lado de Jamelli, Caio, Guilherme, André Luís e Pereira a Copa São Paulo de Juniores.

Logo foi promovido aos profissionais. Era chamado para substituir o titular Zetti, que estava sempre integrando a seleção brasileira. Em 1994, fez parte do famoso “Expressinho”, campeão da Copa Conmebol. As boas atuações de Rogério chamaram a atenção de Zagallo, que chegou a testá-lo para a seleção olímpica de 1996. No entanto, a condição de reserva no São Paulo o atrapalhou na briga com Dida e Danrlei, os convocados para as Olimpíadas de Atlanta, em 1996.

Quando já se cogitava uma transferência de Rogério, São Paulo e Zetti entraram em acordo para uma rescisão de contrato. Era a chance que o jovem estava esperando. A partir de 1997, aos 24 anos, o Tricolor tinha um novo goleiro: Rogério Ceni. Para surpresas de todos, ele conseguiu achar rapidamente o seu espaço, mesmo com a responsabilidade de substituir Zetti, bicampeão da Libertadores e Mundial pelo clube. Além de grandes defesas, se destacou por algo não muito comum entre os goleiros: marcar gols. A primeira vez que balançou as redes como titular aconteceu na cidade de Araras, no dia 15 de fevereiro de 1997, contra o União São João.

Apesar de ser um dos maiores ídolos da torcida tricolor, Rogério ainda não se sente totalmente realizado no clube. Como titular, conquistou duas vezes o Campeonato Paulista (1998 e 2000) e um Torneio Rio-São Paulo (2001). O goleiro tem boas lembranças do último título paulista, já que marcou o primeiro do empate por 2 a 2 com o Santos.

Nos anos seguintes, entretanto, não conseguiu evitar os sucessivos fracassos do Tricolor. As derrotas em jogos decisivos, principalmente como no Torneio Rio-São Paulo e na Copa do Brasil de 2002, além do Paulista de 2003, diante do Corinthians e no Brasileiro de 2002 contra o Santos, ficaram como marcas difíceis de apagar. A partir daí, a equipe do Morumbi passou a ser conhecida como “amarelona”.

Independentemente disso, a torcida do São Paulo considera Rogério Ceni o grande ídolo dos últimos anos no clube. E o goleiro também nunca esconde o carinho pelo time que defende há mais de uma década. “Sou um verdadeiro são-paulino”, afirma o atual capitão do Tricolor, que, em 2005, planeja se tornar o atleta com mais jogos pelo Tricolor, superando Waldir Perez (595 jogos).

O único momento de tensão entre Rogério e o São Paulo apareceu durante o meio do ano de 2001. O goleiro discutiu com o diretor de futebol da época, José Dias, por causa de uma suposta proposta do Arsenal. Para evitar mais especulações, os cartolas do Tricolor chegaram a prometer um aumento, que não foi cumprido. Apesar de anunciar que iria continuar no clube, o jogador não escapou de uma punição: ficou 28 dias afastado.

Seleção Brasileira – Rogério Ceni nunca conseguiu se firmar com a camisa número um do Brasil. Suas declarações polêmicas o prejudicaram na época em que o comando era de Wanderley Luxemburgo. A estréia aconteceu contra o México, em 1997, e o melhor momento veio no final de 2000 e começo de 2001, quando foi escalado em cinco partidas seguidas das Eliminatórias, sob o comando de Emerson Leão. No trabalho do técnico pentacampeão Luiz Felipe Scolari, o arqueiro não passou da terceira opção, atrás do titular Marcos e do regular Dida. Mesmo assim, fez parte do título mundial na Coréia do Sul e Japão.

Depois de 2002, Rogério Ceni deixou a seleção brasileira de lado. Sua prioridade é levar o São Paulo às principais conquistas. “É hora de um goleiro mais jovem ganhar uma oportunidade na seleção”, explica o atleta, que tem como principal objetivo na carreira ganhar novamente a Copa Libertadores da América.

COMPARTILHE:

PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE

Mais notícias
Relacionadas

PUBLICIDADE