Julio Casares, definitivamente, não é mais presidente do São Paulo. O dirigente decidiu renunciar ao cargo nesta quarta-feira, por meio de carta nas redes sociais, poucos dias após a aprovação do processo de impeachment por parte do Conselho Deliberativo do clube.
“Renuncio à Presidência para preservar minha saúde e proteger minha família. Ao São Paulo Futebol Clube, amor de infância e da minha vida, jamais renunciarei. Renuncio, sim, ao ambiente de conspirações, distorções, mentiras e disputas de poder que ultrapassaram os limites democráticos e tentaram manchar trajetórias, biografias e a própria história do clube. Despeço-me com respeito, gratidão e amor permanente por esta instituição, que sempre honrarei”, escreveu o agora ex-presidente do clube.
Na última sexta-feira, 235 conselheiros compareceram à reunião que aprovou o impeachment de Casares, no salão nobre do Morumbis. Foram 188 votos a favor da destituição e 45 contra, além de dois votos em branco.
A pressão sobre Casares cresceu nas últimas semanas. Diante das polêmicas divulgadas pela imprensa e os escândalos investigados pela Polícia Civil, torcedores e organizadas do Tricolor já vinham exigindo a renúncia do dirigente antes mesmo da votação de impeachment ser marcada.
Com a aprovação da destituição no Conselho, restava a Julio Casares a Assembleia Geral dos Sócios, que poderia confirmar ou reprovar a decisão dos conselheiros. Porém, o presidente afastado decidiu renunciar ao cargo assim como fez Carlos Miguel Aidar, em 2015.
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