A Universidade Federal de Mato Grosso oficializou, hoje, a assinatura do termo de doação definitiva da área da Fazenda Experimental, localizada em Santo Antônio do Leverger (33 km de Cuiabá). A cerimônia ocorreu no gabinete da reitoria, no Campus Cuiabá, consolidando a transferência do imóvel pela secretaria do Patrimônio da União, vinculada ao Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos. Com mais de 1 milhão de metros quadrados, a área passa a integrar oficialmente o patrimônio da universidade.
A reitora Marluce destacou a relevância da conquista para a instituição. “Estamos realizando a assinatura do termo de doação definitiva da Fazenda Experimental. Hoje, essa área passa a ser, de fato, da Universidade Federal de Mato Grosso”, afirmou. Ao assumir a gestão, a administração identificou que o espaço era apenas objeto de cessão de uso, com previsão de renovação por mais 20 anos. A universidade optou por buscar a transferência definitiva e, com apoio institucional, conseguiu converter a cessão em doação. “Essa é uma grande vitória para a organização e para o patrimônio da universidade”, completou.
O diretor da Faculdade de Agronomia e Zootecnia, Márcio Aquio Hoshiba, classificou o momento como histórico. “A universidade recebe definitivamente a área da Fazenda Experimental, o que nos dá segurança para continuar e ampliar projetos, além de viabilizar novas parcerias e investimentos”, disse. Segundo ele, a regularização fundiária permite otimizar contratos, firmar convênios e expandir iniciativas já desenvolvidas no local, que atende cursos como Agronomia, Zootecnia, Medicina Veterinária, Engenharia Florestal, Biologia e Ciência dos Alimentos. A unidade também mantém projetos de extensão com impacto na comunidade, como ações em escolas e propostas de aproximação com estudantes da rede pública.
O superintendente da SPU em Mato Grosso, Aluísio Leite, ressaltou o papel da universidade no estado. “A Universidade Federal de Mato Grosso sempre foi um polo de conhecimento e uma caixa de ressonância da sociedade mato-grossense. Hoje, estamos formalizando juridicamente algo que, na prática, já pertencia à universidade”, afirmou. Ele destacou que a regularização abre caminho para novos projetos nas áreas agrárias e reforçou que a destinação de áreas públicas deve priorizar o interesse social, com foco em ciência, tecnologia e inovação.
O diretor da Faculdade de Nutrição, professor Eduardo Figueiredo, enfatizou os impactos diretos para a produção de alimentos. “Esse é um marco histórico, pois fortalece projetos como o Laticínio Escola, desenvolvido na Fazenda Experimental”, afirmou. A iniciativa, realizada em parceria com a FAAZ, produz derivados lácteos voltados a públicos com restrições alimentares. Com a regularização, será possível avançar na obtenção de certificações sanitárias junto a órgãos competentes, viabilizando, no futuro, a comercialização dos produtos e sua utilização no restaurante universitário.
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