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Trabalhadores do ensino privado cobram reposição salarial em Mato Grosso

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Uma pesquisa econômica definirá o percentual de reajuste que será reivindicado pelos trabalhadores do ensino privado na próxima negociação com o sindicato patronal. Reunidos no último final de semana, professores e auxiliares administrativos discutiram a situação com o sindicato da categoria (SINTRAE). A meta é, além do reajuste com base em algum índice, reivindicar um ganho real sobre o salário, isto é, a continuidade da recomposição salarial da categoria, iniciada com o reajuste de 16% conquistado no ano passado. A taxa de recomposição se baseia em uma pesquisa sócio-econômica feita pelo sindicato em 2006, que apontou uma perda de 19,93% no salário da categoria durante a vigência do plano Real.

Com uma base de cerca de 8 mil professores e 4 mil auxiliares administrativos, o Sintrae reuniu os trabalhadores para discutir as cláusulas que serão debatidas com o sindicato patronal na negociação coletiva 2008/2009. Entre os assuntos que preocupa a categoria está a situação dos trabalhadores que atuam na educação à distância. Neste setor, segundo os sindicalistas, um dos principais pontos é a definição da situação dos chamados ‘tutores’, trabalhadores dos quais se exige formação em Educação e que são remunerados como auxiliares de administração. “Quando o trabalhador entra na Justiça para exigir seus direitos, a empresa alega que ele é apenas um ‘apertador de botões'”, comentou a assessora jurídica do Sintrae, Carmem Lúcia e Silva.

Outra preocupação é o aumento das atribuições dos professores, que estão cada vez mais realizando tarefas que antes cabiam aos auxiliares, ficando sobrecarregados. “E como fica o mercado de trabalho para estes profissionais, uma vez que os cursos à distância estão se proliferando e com mensalidades cada vez mais baratas?”, perguntou a assessora jurídica.

Ela informou também que o MEC autorizou a redução da carga presencial dos cursos, estipulando que parte deles pode ser ministrada à distância. “Com isso, o professor que dá aulas presenciais sofre queda de salário. Outro problema é a falta de estrutura de muitas instituições para oferecer a modalidade de ensino, que acaba penalizando os professores”, comentou ela.

O pagamento da hora atividade – o período em que o professor passa elaborando provas, corrigindo atividades, etc. – é outro ponto de reivindicação. A digitalização do ensino, segundo o sindicato, tem aumentado cada vez mais o número de atividades realizadas fora de sala de aula.

Estabelecer um percentual de alunos por sala de aula também é uma das metas do sindicato na próxima negociação. A superlotação das salas tem conseqüências diretas sobre a saúde do trabalhador, além de afetar a qualidade do ensino. Segundo Carmem Lúcia, esta situação é causada pelo grande número de bolsas de estudo concedidas pelas escolas. “Quem paga a conta é o professor, com a sua saúde”, comentou.

A meta é estabelecer um número de alunos por sala e um percentual de remuneração para os professores que trabalhem com um número superior ao estipulado.

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