O Sintep (Sindicato dos Trabalhadores no Ensino Público) apresentará, semana que vem ,um dossiê sobre a situação das escolas estaduais. Em Sinop tem escolas com sérios problemas estruturais. Parte dos 1,6 mil alunos da escola Estadual São Vicente de Paula em Sinop, estuda em salas improvisadas. Algumas estão sem janelas, outras com forro caindo e com problemas na rede elétrica. Também tem banheiros quebrados, ventiladores estragados, grades arrebentadas, dentre outros problemas.
Segundo a diretora Izilda de Lurdes Rabelo, as reformas no prédio estão sendo cogitadas desde o início de 2004. “Saiu em diário no dia 30 de maio de 2005 que a escola estaria em reforma, e estaria pronta até dia 31dezembro. Mas até hoje nós não temos nada em mãos”, disse a diretora, ressaltando que não foi estipulado um prazo para início dos trabalhos.
Outras deficiências foram relatadas pela diretora e alunos como a rede elétrica que não suporta a demanda de ventiladores e lâmpadas, que acabam estragando. “São trocadas cerca de 20 lâmpadas por mês”, explica. A parte hidráulica também tem problemas causando vazamento em torneiras, infiltrações na cozinha, nos banheiros. Três salas construídas há cinco anos não possuem janelas, ou estão quebradas.
Muitas das despesas da escola estão sendo mantidas através de promoções feitas pelos funcionários, professores, alunos e pais. A diretora relata que alguns reparos nos banheiros, troca de lâmpadas, são feitos com as arrecadações de promoções. “Com a última promoção conseguimos trocar todos os vasos sanitários e as descargas que estavam todos quebrados”.
A aluna Francieli Hartmann (16), que estuda na 3ª série do Ensino Médio, também relata as dificuldades que enfrenta no dia-a-dia na escola. “A parte da merenda, da quadra de esportes, a escola inteira está precisando de reformas. O banheiro então… Às vezes um ventilador só funciona. É uma situação precária que estamos enfrentando”, descreve.
A escola possui 52 turmas de 5ª à 8ª séries, Ensino Médio e uma turma de 3ª série, possui 15 salas e dois banheiros, um feminino e outro masculino, e utiliza sete salas emprestadas da escola Municipal São Cristóvão no período noturno. Ela atende alunos de todos os bairros vizinhos do São Cristóvão, como o Bom Jardim, Pérola, Umuarama, Alto da Glória, além de muitos que vem de sítios, levando até mais de uma hora para chegar na escola.
“Nós estamos aqui trabalhando, digamos que ‘empurrando com a barriga’. Se nós profissionais fazemos uma greve, os pais acham que estamos apenas pedindo salário, e não é. Nós estamos pedindo condições de trabalho. É difícil você manter 550 alunos por período, numa situação dessas”, conclui.
O problema não é só na Escola São Vicente. A Escola Marina Gimenez Lopes também tem vários problemas estruturais. A assessora pedagógica do município, Silvia Inês Kuhn, relatou que o início das reformas depende da Secretaria Estadual de Infra-estrutura (Sinfra), pois a Secretaria Estadual de Educação (Seduc) já liberou os recursos para as reformas.
Sinop tem 11 escolas estaduais com mais de 16 mil alunos. Semana passada o governador Blairo Maggi esteve em Sinop e lançou a construção de duas escolas estaduais.


