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Volume financeiro dos negócios feitos via PIX em Mato Grosso tem queda

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Só Notícias (foto: Marcela Casal/ Agência Brasil/arquivo)

O volume de transações financeiras por PIX, mês passado, em Mato Grosso, foi de R$ 36,5 bilhões e, de janeiro a agosto, o montante atinge R$ 270 bilhões. O volume é 14,96% maior em relação ao mesmo período de 2025, segundo dados analisados pela Fecomércio (Federação do Comércio de Mato Grosso).

Apesar da retração na movimentação em relação ao mês anterior, o montante registrado em agosto é 12,17% superior ao observado no mesmo mês de 2025. Os números consolidam o PIX como um dos meios de pagamento mais utilizados pelos brasileiros, segundo o Banco Central do Brasil.

O levantamento mostra, ainda, que desde abril o Estado mantém patamar superior a R$ 35 bilhões por mês em operações via PIX, contribuindo para a circulação de recursos na economia local. “Essa manutenção do volume de transações demonstra que o PiX já está totalmente incorporado à rotina de consumidores e empresários mato-grossenses, contribuindo para dar mais agilidade às transações e ao funcionamento da economia”, avaliou o presidente da Fecomércio-MT, Sebastião Gonçalves (Tião da Zaeli). “A adesão crescente dos comerciantes ao Pix está relacionada à praticidade e à agilidade que a ferramenta oferece. O recebimento instantâneo dos valores melhora o fluxo de caixa das empresas e, em muitos casos, reduz os custos das operações quando comparado a outros meios de pagamento, o que contribui para a expansão dessa modalidade no comércio”, completou.

Em janeiro foram R$ 28,9 bilhões, em fevereiro R$ 27,8 bilhões, março R$ 31,8 bilhões, abril R$ 37,8 bilhões (maior volume do ano), maio R$ 35,1 bilhões, junho R$ 35,2 bilhões, julho R$ 36,9 bilhões, agosto R$ 36,6 bilhões.

A Pesquisa de Intenção de Consumo das Famílias, divulgada no início de setembro pela federação, revelou dificuldade crescente na obtenção de crédito por parte dos consumidores. O levantamento da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo mostrou que o percentual de famílias em Cuiabá que relatam dificuldade para obter crédito passou de 40,3% em maio para 48% em agosto.

“O crescimento expressivo do PIX sugere que as transações à vista ganharam ainda mais centralidade. O consumidor, com menos crédito disponível no mercado, passa a depender diretamente de sua renda líquida imediata para movimentar a economia”, analisou.

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