Economia

Sorriso, Cuiabá e Rondonópolis terão núcleos para fortalecer empresas e aumentar exportações

A Universidade Federal de Mato Grosso foi aprovada pela Agência de Promoção de Exportações do Brasil (APEX-Brasil), com o objetivo de implantar o Núcleo Operacional do Programa para Exportação, que funcionará em Cuiabá, com polos em Sorriso (Nortão) e Rondonópolis (Sul). O programa será desenvolvido em 24 meses e tem a meta de qualificar 150 empresas com potencial exportador neste período, sendo 100 em Cuiabá, 25 em Rondonópolis e 25 em Sorriso. Não haverá custos.

A ação será desenvolvida no Escritório de Inovação Tecnológica, da UFMT e o diretor, professor Olivan Rabêlo, avalia que a implantação do núcleo e polos em Mato Grosso trará significativos benefícios para o desenvolvimento regional, pois as empresas irão ter condições de qualificar-se para exportar seus produtos e serviços por meio do suporte empreendido pelo Programa. “Para o escritório da UFMT será estratégico porque se aproximará ainda mais do setor produtivo, principalmente pela vertente da inovação que tem correlação positiva com exportação”, apontou.

A Fundação Uniselva está encarregada de realizar a gestão administrativa e financeira do convênio que será firmado com a APEX. Segundo o diretor, professor Cristiano Maciel, a parceria é estratégica e benéfica para as instituições envolvidas, pois ajudará a viabilizar a inserção de produtos e serviços das empresas mato-grossenses no mercado internacional.

Conforme Só Notícias já informou, Mato Grosso continua registrando aumento nas exportações mesmo diante da pandemia do novo Coronavírus. Entre janeiro e maio desde ano, a venda de produtos para o exterior já atingiu U$ 7,7 bilhões num avanço de 1,7% em relação ao mesmo período do ano passado, quando as vendas estavam em U$ 7,6 bilhões, constatou o Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços.  Mato Grosso subiu no ranking de exportadores e passou para o 4º lugar no país, respondendo por 9,5% das vendas internacionais.

A soja é o produto mais vendido, com 73% da participação, seja em grão, farelo ou óleo. O algodão representa 11% das vendas, seguido da carne com 7,9%. O milho, sujo estoque está cheio à espera do melhor preço, aparece junto com “demais produtos agropecuários”, na nova metodologia adotada pelo ministério.  A China comprou 40% dos produtos mato-grossenses, ficando à frente da Holanda, com 6,7%, da Tailândia, com 5,7%, da Espanha, com 5,1%, e da Turquia, com 5% das compras.

Só Notícias