Economia

Sinop terá receita menor que a prevista em 2005

A administração municipal de Sinop, como vários municípios da região, também está amargando uma queda na arrecadação. O secretário Municipal de Finanças, Astério Gomes, explicou ao Só Notícias que isso se deve às crises do setor madeireiro e agrícola. “Esses setores passam por momentos difíceis e isso reflete, de maneira geral, na economia. Com isso, temos sinalização de que a receita para 2005 será frustrada em algumas situações, não só nas receitas próprias do município, como também nas transferências de convênios do governo federal”, afirmou.

Segundo Gomes, a administração tinha previsto um valor baseado nos anos anteriores e esses convênios, com o governo federal, não aconteceram. “Acredito que não vão acontecer na proporção que foi prevista para este ano”, salienta.

Quanto à arrecadação municipal, o secretário ressaltou que a crise nos dois principais setores econômico (madeira e agricultura) resultou em inadimplência maior do que a esperada em relação ao IPTU. “O pagamento não vem correspondendo àquilo que a gente esperava. Estamos sentindo que a sociedade está tendo dificuldade em cumprir com suas obrigações. Em algumas receitas, vamos ter frustração”, ressaltou Gomes. A inadimplência deve ficar em torno de 30%, segundo ele.

O secretário destacou como uma das funções da Secretaria de Finanças, dar condições ao prefeito de manter o equilíbrio fiscal. “No poder público, as despesas tem que andar paralelas às receitas. Você só pode gastar aquilo que você tem disponível, então entregamos esse relatório com medidas que precisam ser tomadas para fechar o ano com sucesso”, explicou.

De acordo com Gomes, as contas estão em dia, como folha de pagamentos e fornecedores. “Mas não podemos cometer nenhum descúido em relação a essa situação, para que no final do exercício não tenhamos aí situação desfavorável. as medidas são obras que estejam contempladas no orçamento, com recursos garantidos; limitação de empenhos que a própria lei de responsabilidade fiscal impõe; otimizar o pessoal para que trabalhe dentro do horário normal e evite hora extra em função de gastos de energia, telefone e material de escritório, entre outras medidas administrativas que visam garantir o sucesso do fechamento do exercício”, concluiu.