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Setor de supermercados deve crescer 1,9% este ano

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O setor de supermercados deve crescer 1,9%, em 2014, de acordo com a previsão da Associação Brasileira de Supermercados (Abras), divulgada ontem (16), na convenção do setor em Atibaia, interior paulista. Até o mês de julho o resultado do acumulado era de crescimento de 1,48%. Em função deste dado, a previsão para 2014 foi revisada pela entidade, prevendo uma elevação de 3%. Em 2013, o setor cresceu 5,36%. Para 2015, a entidade estima que haja elevação de 2,5%.

Segundo o presidente da Abras, Fernando Yamada, mesmo com rumores de dificuldades econômicas para o ano que vem, a perspectiva do setor é de crescimento acima do Produto Interno Bruto (PIB). "Acreditamos na força do mercado interno brasileiro e na manutenção de uma taxa de desemprego nos mesmos patamares que se apresenta atualmente. O cenário econômico atual é desafiador, sem dúvida, mas precisamos acreditar no potencial do Brasil para enfrentá-lo e sair fortalecido deste processo", disse.

Além da perspectiva de manutenção de uma taxa de desemprego estável, outro fator levado em conta pela Abras para estimar o crescimento positivo, mas menor em 2015, é a perspectiva de crescimento de 8,8% no salário mínimo. "Entre outros fatores estruturais, acreditamos em um resultado positivo, pois esperamos que o salário mínimo seja reajustado num nível mais alto do que em 2014, conforme já orçado pelo governo federal", avaliou Yamada.

Os dados mostram que a Cesta Abrasmercado indica a evolução dos preços em 35 produtos de grande consumo como frutas, legumes e verduras, carnes, cereais, bebidas e itens de higiene e limpeza. Para este ano, a previsão é de a Cesta Abrasmercado ter um reajuste de 6,17%, contra 6,27% do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), utilizados para medir a inflação nos alimentos.

Até julho, o indicador de preços mostrava resultado acumulado de 4,29% no ano e de 11,4% nos últimos 12 meses. Em 2013, o Abrasmercado variou 5,43%, abaixo do IPCA do ano, que foi de 5,91%.

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