sexta-feira, 21/junho/2024
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Salário de admissão aumenta 2,1% em Mato Grosso

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O salário médio de contratação em Mato Grosso aumentou 2,12% no 1º semestre ante o mesmo período de 2016. O valor passou de R$ 1.325,21 para R$ 1.353,26 de um ano para outro, segundo pesquisa divulgada pelo Ministério do Trabalho nesta quarta-feira (19). O aumento foi de apenas R$ 28,05, mas segundo economistas, no contexto atual de alto contingente de desempregados no Estado e no país, a evolução, apesar de pequena, tem de ser comemorada.

Na média nacional, os dados apontam crescimento de 3,52% na média dos salários de admissão. A remuneração inicial ficou em R$ 1.463,67 este ano contra R$ 1.413,84 em 2016. “São números que confirmam o reaquecimento gradual do mercado de trabalho. O aumento dos salários de admissão sinaliza que as empresas estão pagando mais para contratar, porque os empresários estão procurando mão de obra e pagando mais”, afirmou o ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira.

O economista Aurelino Levy Dias Pereira acrescenta que o reajuste positivo, quando se esperava o contrário em decorrência da crise financeira, é consequência das medidas macroeconômicas adotadas pelo governo federal para reaquecer a economia brasileira. Como exemplo, ele cita a liberação do saldo das contas inativas do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), já que, com um dinheiro extra circulando na praça, o consumo aumentou e consequentemente alguns setores demandaram a contratação de mão de obra, sendo esta admitida com um salário maior que em 2016.

Renato Gorski, também economista, afirma que a retração econômica acentuada no Brasil desde 2014, forçou o país a retomar o crescimento e a economia vem apresentando reações. “Podemos dizer que 2014 e 2015 foram o auge da crise, e diante disso, a notícia do ministério é boa no sentido que apresenta uma pequena melhora positiva nos salários de base, que remuneram até 2 salários mínimos”, diz complementando que ao considerar uma inflação de 5% a 7% ao ano, ocorre uma pequena recuperação salarial, principalmente entre os trabalhadores analfabetos e até o 2º grau. “O ponto positivo é que teve uma pequena melhora, mas nada ainda excepcional. Tudo que vem positivo é bem vindo, ainda mais neste momento que as indefinições e crise de moral e gestão estão vigentes”.

A pesquisa do Ministério do Trabalho também traz a média do salário de admissão para homens e mulheres. E elas ainda recebem menos que os homens. No 1º semestre, a remuneração das trabalhadoras foi de R$ 1.180,45 e os trabalhadores foram contratados por R$ 1.424,22.

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