Economia

Reajuste que funcionários madeireiras reivindicarão será debatido neste domingo

Segundo presidente do Siticom (Sindicato dos Trabalhadores na Indústria, Construção e do Mobiliário da Região Norte de Mato Grosso), Vilmar Mendes Galvão, grande parte dos 4,5 mil trabalhadores do setor madeireiro de Sinop são esperados para a assembléia que acontecerá neste domingo. “Fizemos um trabalho intenso de divulgação e entregamos correspondência de convocação à mão de todos os trabalhadores. Esperamos que o maior número possível compareça, se poucas pessoas se fizerem presentes, vamos entender que todos estão satisfeitos com o salário que vem recebendo”, disse Vilmar, ao Só Notícias.

A Assembléia é para discutir o aumento do subsídio salarial da classe. Serão debatidos os pedidos dos trabalhadores, sobre o aumento do piso salarial e os resultados passados para o Sindicato das Indústrias Madeireiras (Sindusmad), que avaliará as reivindicações e dará uma resposta. Quando as partes fecharem o acordo haverá a convenção coletiva do setor.

Pauta de discussões:

1. Discussão e votação da pauta de reivindicações para a Convenção Coletiva de Trabalho, a vigorar do dia 1º de maio de 2005 até 30 de abril de 2006.

2. Conceder autorização para o Sindicato Municipal providenciar as negociações diretamente com o Sindicato Patronal e, caso não chegue a um acordo, promover as negociações com a intermediação da Delegacia Regional do Trabalho (DRT) de Mato Grosso.

3. Conceder autorização para o Sindicato ajuizar dissídio coletivo de natureza econômica e/ou jurídica, caso não venha a ocorrer a formalização da Convenção Coletiva de Trabalho da categoria, vigência 2005/2006.

4. Conceder autorização para o Sindicato formalizar a denúncia de que trata o parágrafo 3º, do art. 616, da Consolidação das Leis do Trabalho.

Em Sinop, há aproximadamente 4,5 mil trabalhadores da indústria madeireira. Divididos nos níveis 1, que tem base salarial de R$ 300. Nível 2, com R$ 348, nível 3 de R$ 410 e nível 4, com piso de R$ 423. A média salarial hoje, em Sinop, varia de R$ 400 a R$ 1,2 mil. Este último corresponde, geralmente, ao salário dos administrativos. E, ainda, o índice de trabalhadores que atuam sem carteira de trabalho assinada é de aproximadamente 30%, ou seja, mais de mil pessoas não são registradas no Ministério do Trabalho.

A Assembléia será no Salão de Festas da Paróquia São Cristóvão, no bairro São Cristóvão. Às 08:30h tem a primeira convocação e às 09:30h a segunda.