Economia

Pesquisa da CNDL aponta aumento na inadimplência do consumidor em Mato Grosso

A inadimplência do consumidor voltou a crescer em janeiro, em Mato Grosso, segundo pesquisa divulgada pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas e o Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) após meses de quedas consecutivas. De dezembro para janeiro, o número de devedores no Estado cresceu 0,41%. Na região Centro‐Oeste, na mesma base de comparação, a variação foi de 1,03%.

Se comparado com o mesmo período de 2020, o número de inadimplentes de Mato Grosso caiu 2,38% em janeiro. O dado ficou acima da média da região Centro‐Oeste com queda de 2,77% e acima da média nacional de 5,22%. Com isso, a estimativa é que o Estado tenha fechado o mês de janeiro com aproximadamente 1,085 milhões de consumidores inscritos em cadastros de devedores.

Segundo a pesquisa, o setor com participação mais expressiva do número de dívidas em janeiro no Estado foi bancos, com 31,50% do total de dívidas, seguido do comércio, com 31,47%, e de água e luz, com 15,73%. Em janeiro deste ano, cada consumidor inadimplente tinha em média 1,908 dívidas em atraso.

No entanto, as pessoas inadimplentes contam com aliados que estão dispostos a ajudarem na renegociação das dívidas: os Cartórios de Protesto. Em Mato Grosso, o Instituto de Estudos de Protesto de Títulos do Brasil Seção Mato Grosso, entidade que representa os 80 Cartórios de Protesto, oferece à população a oportunidade de poder parcelar os débitos.

“Oferecemos uma ferramenta online que permite à pessoa selecionar a empresa credora e, em seguida, escolher a forma de pagamento. Após finalizar o preenchimento do formulário, o Instituto recebe o documento e, como um intermediador, entra em contato com a empresa para iniciar a negociação. Se a empresa aceitar a proposta, o próprio Instituto formalizará os pagamentos”, explicou a presidente, Niuara Ribeiro Roberto Borges.

Ela acrescentou que, se a pessoa inadimplente preferir, pode comparecer diretamente ao Cartório de Protesto do município onde mora e solicitar o serviço de renegociação.  “Sabemos que a pandemia do Coronavírus afetou toda a população, mas esse serviço disponibilizado pelo Instituto e pelos Cartórios de Protesto não deixa de ser uma ótima oportunidade para as pessoas quitarem suas dívidas. Afinal, ela própria faz sua proposta de pagamento”, concluiu Ribeiro.

Redação Só Notícias