Economia

Pagamento de novo auxílio emergencial pelo governo federal começa hoje

O ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Onyx Lorenzoni, disse, esta manhã, que o pagamento das quatro novas parcelas do auxílio emergencial, que começam a ser creditadas hoje, é uma resposta do Governo Federal aos decretos restritivos e de fechamento impostos pelos governos estaduais e municipais. O ministro voltou a isentar o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) de responsabilidade em relação à pandemia por, segundo Lorenzoni, ser impedido pelo Supremo Tribunal Federal (STF) de coordenar uma ação nacional.

A divisão do auxílio de 1 mil em quatro parcelas de R$ 250 é, de acordo com o ministro, para socorrer a população enquanto a vacinação não atinge os índices necessários para que ocorra a imunização de rebanho e que permita a retomada do trabalho. A previsão de Lorenzoni é de que isso ocorra em dois ou três meses.

“É importante que este apoio exista e será por quatro meses porque nós acreditamos que em dois ou três meses nós teremos próximo de metade da população brasileira vacinada. Nós já estamos com 40 milhões de doses distribuídas e nós acreditamos que até o final de abril nós vamos superar a casa dos 60 milhões de doses de vacinas distribuídas no Brasil e até o final de maio vamos estar bem próximo de 90 milhões de pessoas vacinadas no Brasil, o que nos daria tranquilidade para podermos fazer a retomada da economia”, declarou em entrevista à rádio Capital, de Cuiabá.

Lorenzoni elogiou o programa de vacinação nacional e criticou os estados e municípios, que, segundo ele, já receberam 40 milhões de doses, mas só aplicaram cerca de 20 milhões. No entanto, não explicou sobre a reserva da segunda dose da vacina. O ministro também justificou que a falta de negociação com a Pfizer, quando o Brasil se recusou a fechar contrato com a farmacêutica, não foi um erro do Brasil.

“A pergunta é: quem assinou contrato com a Pfizer recebeu vacina com a Pfizer? Qual país que recebeu a vacina da Pfizer? Nenhum. Os americanos proibiram a saída de uma dose de vacinas da Pfizer enquanto a população americana é imunizada”, pontuou.

Só Notícias/Marco Stamm (foto: assessoria)