Economia

Mato Grosso volta a exportar DDG e presidente da Fiemt diz que mercado é “promissor”

Pela segunda vez consecutiva neste ano, Mato Grosso registra exportação de DDG, que é um composto proteico utilizado para rações de animais e extraído após a destilação do etanol de milho. No acumulado do ano, as indústrias mato-grossenses enviaram ao exterior cerca 73 mil toneladas do produto, movimentando US$ 22,4 milhões na economia. Os dados foram divulgados pelo Centro Internacional de Negócios (CIN) da Federação das Indústrias de Mato Grosso (Fiemt) e mostram ainda que as exportações de DDG realizadas por Mato Grosso representam 94,53% dos embarques internacionais.

O levantamento mostra ainda que boa parte das exportações de DDG foi para Nova Zelândia (US$ 9 mi – 28 mil toneladas) e para Arábia Saudita (US$ 8 mi – 26 mil toneladas). No mês de maio, quando foi registrado o primeiro embarque do ano de DDG, Mato Grosso foi responsável por cerca de 99,5% do total exportado pelo país, representando aproximadamente 30 mil toneladas e US$ 10,3 milhões, tendo como principal destino o Oriente Médio.

O presidente da Fiemt, Gustavo de Oliveira, lembra que a última exportação registrada antes de maio foi em outubro do ano passado. “É um mercado promissor porque o produto está ganhando o seu espaço. O que era apenas um subproduto do milho, vem se valorizando na mesma proporção que a matéria-prima”.

Ele explica que a transformação do milho para o DDG agrega valor à produção. Enquanto o preço da saca de 60 quilos de milho varia entre R$ 60 e R$ 86, a tonelada do DDG é comercializada entre R$ 920 e R$ 1,1 mil. “É preciso acrescentar ainda que o DDG mato-grossense também teve em julho seu maior preço médio ao longo da história, chegando a US$ 320,30 a tonelada”, pontuou.

Para o presidente da União Nacional do Etanol de Milho (Unem), Guilherme Nolasco, o movimento das exportações de DDG é resultado do trabalho de aproximação das indústrias produtoras no Brasil com clientes estrangeiros, num processo de internacionalização dos farelos de milho.

“Os chamados DDGS e WDG têm se mostrado excelentes alternativas para suplementação animal de diferentes cadeias produtivas, como bovinas, suínas e de aves, e também alimentação de PETs, um mercado em franco crescimento em todo o mundo”. Conforme Nolasco, com o aprimoramento das indústrias, tanto o rendimento quanto a qualidade dos DDGS estão abrindo portas no mercado interno e internacional.

O DDG (Dry Distillers Grain ou Grãos Secos de Destilaria) e WDG (Wet Distillers Grain ou Grãos Úmidos de Destilaria) são tipos de coprodutos do processo de fermentação de grãos, como o milho, para a produção de etanol. Nesse processo de industrialização, é feita a remoção do amido de milho e o que sobra apresenta cerca de 30% de proteína bruta. Pelo alto teor proteico é utilizado na alimentação da criação de animais.

Redação Só Notícias (foto: assessoria)