
Em Mato Grosso, a criação de postos de trabalho foi puxada, principalmente, pelos setores do agronegócio e da indústria. Esta última gerou 2,298 mil empregos diretos com carteira assinada, com destaque para os subsetores de produtos alimentícios, bebidas e álcool etílico, que abriram 1,264 mil vagas, e a indústria têxtil, que foi responsável pela criação de 724 postos de trabalho no Estado.
O Brasil teve crescimento do número de empregos pelo 4º mês consecutivo, com a abertura de 35,9 mil novas vagas formais, resultantes de 1,167 milhão de admissões e 1,131 milhão de desligamentos. Mato Grosso apresentou o 2º maior saldo de empregos do país em julho (8,085 mil) ficando atrás somente do estado de São Paulo, que criou 21,805 mil novas vagas no mesmo período.
A abertura de vagas na indústria alimentícia foi impactada, certamente, pela reativação de duas plantas frigoríficas no Estado, a unidade da Marfrig de Nova Xavantina, que já demandou o preenchimento de cerca de 400 vagas, com possibilidade de aumentar para até 900 futuramente; e da Minerva em Mirassol D’Oeste, que tinha previsão de contratar 720 funcionários.
O vice-presidente do Sindicato das Indústrias de Frigoríficos de Mato Grosso (Sindifrigo-MT), Paulo Bellincanta, pontua que o resultado é uma oscilação positiva do setor, impactado pela crise da pecuária, mas que não é necessariamente motivo de comemoração. “Já existia uma ociosidade nos frigoríficos do Estado. Com a reabertura de outras unidades há uma interrogação se esta ociosidade não será maior”.


