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Litro do etanol chega a R$ 2,79 nos postos de combustíveis em Cuiabá

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A Gazeta

O etanol ficou mais caro nos postos de combustíveis de Cuiabá. Ontem, o litro passou a ser vendido por até R$ 2,79, alta de 30 centavos em relação aos R$ 2,49 praticados em vários postos, reajuste de 12%. Levantamento da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) aponta valor médio de R$ 2,69 na cidade. Segundo representantes do setor, houve aumento em toda cadeia. Nas duas últimas semanas, o biocombustível registrou alta de 32 centavos nas usinas, segundo o Sindicato das Indústrias Sucroalcooleiras de Mato Grosso (Sindálcool/MT). A alta vem justamente no momento em que várias famílias vão viajar no feriadão.

Na semana de 20 a 24 de agosto, o litro do etanol saía das indústrias ao preço médio de R$ 1,81 em Mato Grosso. Nesta quintafeira (6), o preço médio havia pulado para R$ 2,13. De acordo com Jorge dos Santos, diretor-executivo do Sindálcool/MT, o aumento de preço do etanol nas usinas é decorrente da majoração dos custos após a alta de 13% do diesel. “O combustível subiu e isso impacta no nosso custo operacional porque colhemos, plantamos e transportamos com diesel. Além disso, houve um aumento no custo do frete que, com a última correção da tabela, será ainda mais alto, numa média de 5%”, salienta. Além da majoração do diesel, as usinas sentem o impacto no preço do milho.

Como somente nesta semana o aumento do etanol nas usinas foi de cerca de 16 centavos (de R$ 1,97 para R$ 2,13), o efeito ainda poderá ser sentido pelos consumidores nos próximos dias, quando esse combustível chegar às bombas. Hugo Arima, gerente de uma revenda de combustíveis de Cuiabá, informa que nesta quinta-feira o litro do etanol subiu cerca de 23 centavos na distribuidora. “Pagávamos R$ 2,23 e hoje pagamos R$ 2,46. Por isso tivemos que aumentar o preço de venda”.

A alta no preço é sentida na ponta da cadeia, pelos consumidores. O marceneiro Henrique Ribeiro, 50, afirma que já está “até acostumado” com os frequentes reajustes do combustível. “Tudo aumenta direto e não tem um controle. Eles falam em segurar, mas aumentam sempre e não tem mais para onde correr, porque tem que trabalhar e tem que abastecer, infelizmente. Pelo menos ainda está compensando o etanol em relação à gasolina”, avalia.

“Antigamente a gente via anúncio no jornal de que o combustível ia aumentar. Hoje em dia você coloca o combustível e daqui alguns dias vai abastecer e está outro valor. O consumidor fica como diante disso?”, questiona o policial militar Juaridi dos Santos, 50. “Eu estou achando que é preciso rever isso, porque o preço está absurdo. A gasolina então nem se fala porque a diferença do rendimento é pouca, mas a diferença de preço já está quase o dobro”, reclama.

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