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Justiça de Mato Grosso inicia mutirão de conciliação entre clientes que com dívidas de cartão de crédito, cheque especial e bancos

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Só Notícias (foto: arquivo/assessoria)

O Judiciário de Mato Grosso iniciou, hoje, o mutirão de conciliação bancária, que segue até sexta-feira (28), oferecendo aos clientes de instituições financeiras a oportunidade de buscar acordos para solucionar pendências de forma mais rápida e consensual. O diálogo pode encurtar caminhos que, muitas vezes, se prolongariam por meses ou até anos na justiça e a mobilização é realizada pelo Núcleo Permanente de Métodos Consensuais de Solução de Conflitos (Nupemec), com audiências virtuais conduzidas de forma integrada nos Juizados Especiais para encerrar processos envolvendo dívidas de cartão de crédito, cheque especial, empréstimos, crédito consignado, financiamentos e outras pendências bancárias.

No Cejusc Virtual Estadual, responsável pela operacionalização do mutirão, 104 processos previamente selecionados pelas instituições financeiras serão objetos de negociação. A gestora Carla Souza Campos destaca que o formato on-line facilita o acesso da população à Justiça, especialmente em um estado de grandes dimensões territoriais. “Com a audiência on-line, essas pessoas podem participar de onde estiverem, utilizando celular, computador ou outro equipamento com acesso à internet, sem a necessidade de grandes deslocamentos”, afirmou.

Nos processos dos Juizados Especiais, as audiências são conduzidas com possibilidade de atendimento de processos de qualquer comarca de Mato Grosso. Serão 73 processos atendidos neste mutirão. A gestora Raniele Silva Farias, a conciliação permite ao cidadão negociar diretamente com a instituição financeira e buscar uma solução para o conflito de forma mais rápida e com menos desgaste. A concentração das audiências durante o mutirão também amplia a capacidade de atendimento e contribui para a redução do acúmulo de processos.

A possibilidade de conciliação permanece mesmo quando o processo já chegou ao segundo grau e o Cejusc atua como facilitador do diálogo entre as partes, buscando identificar demandas que ainda possam resultar em uma solução consensual. A gestora Marilza Fleury ressalta que um acordo pode evitar novos recursos e reduzir o tempo de espera por uma decisão definitiva. “A mobilização pretende estimular acordos viáveis, equilibrados e capazes de solucionar definitivamente os conflitos”, explicou, através da assessoria.

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