A inflação em Sinop registrou alta de 0,64% em setembro, conforme levantamento divulgado pelo Centro de Informações Socioeconômicas da Unemat, em parceria com a Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL). Com o resultado, o índice de preços ao consumidor acumula elevação de 3,96% neste ano e de 4,63% nos últimos 12 meses. O resultado representa uma aceleração em relação a agosto, quando o município registrou deflação de 0,23%. Em setembro do ano passado, a inflação havia sido de 0,30%, percentual inferior ao observado no mesmo período deste ano.
O levantamento aponta que o grupo de habitação foi o principal responsável pela pressão inflacionária em setembro, com aumento de 1,24%, a maior variação entre os grupos pesquisados. Os preços dos transportes também tiveram elevação significativa, de 0,76%, seguidos pelo vestuário, com 0,68%, alimentação, com 0,64%, e comunicação, com 0,55%. Outros segmentos apresentaram variações menores, como despesas pessoais (0,31%), educação (0,20%), residência (0,18%) e saúde (0,13%). Todos os nove grupos de consumo analisados registraram aumento de preços no período.
Na comparação com o cenário nacional, a inflação de Sinop ficou abaixo da média brasileira no mês. O índice nacional de preços ao consumidor amplo calculado pelo IBGE, avançou 0,82% no mês. Entretanto, no acumulado dos últimos 12 meses, Sinop apresentou resultado ligeiramente superior ao nacional, de 4,63%, contra 4,58%. No acumulado do ano, os índices ficaram praticamente iguais, com 3,96% no município e 3,95% no país.
Segundo a análise do relatório, “a inflação apresenta sinais de persistência, influenciada também pelos efeitos do conflito no Oriente Médio”. O relatório destaca que “os índices permanecem acima do limite da meta de inflação estabelecida pela autoridade monetária brasileira”. Apesar desse cenário, os pesquisadores avaliam que a inflação de Sinop apresenta sinais de convergência para a meta, acompanhando a tendência nacional. O relatório também aponta a possibilidade de uma leve redução da taxa básica de juros da economia brasileira na próxima reunião do Banco Central.
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