domingo, 23/junho/2024
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Gás comercial e industrial fica 8% mais caro a partir de hoje

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Os consumidores de Gás Liquefeito de Petróleo (GLP) comercial e industrial (com embalagens acima de 13 kg) pagarão mais caro pelo produto a partir de hoje. A alta é decorrente do reajuste de 8% anunciado pela Petrobras às distribuidoras. Segundo o Sindicato dos Revendedores de Gás GLP em Mato Grosso (Siregás/MT), o preço médio do cilindro/botijão de 45 kg (o mais usado) está em R$ 280, cujo valor chegará a R$ 302,40, acréscimo de R$ 22,40. O GLP comercial e industrial é usado por estabelecimentos do comércio, prestadores de serviços e fábricas. A Petrobras não informou o motivo do reajuste.

Alan Rener Tavares, presidente Siregás/MT, afirma que 2 meses atrás o GLP industrial sofreu reajuste de 12% e no início de julho baixou 4,5%. “Agora veio mais uma alta de 8%. As distribuidoras não vão segurar e as revendas terão que repassar ao consumidor final, penalizando-o com mais um aumento nos gastos”, diz ao acrescentar que o GLP comercial e industrial representa cerca de 30% das vendas do produto em Mato Grosso. Os outros 70% ficam com o GLP residencial, botijão de 13 kg, que não foi objeto de reajuste desta vez, mas cuja revisão de preços pela Petrobras ocorre todo dia 5 de cada mês. Do total de 1,3 mil revendas de GLP existentes em Mato Grosso, aproximadamente 400 trabalham com GLP comercial e industrial.

O presidente do Siregás/MT afirma que o P45, como é chamado o GLP de 45 kg, é bastante consumido por restaurantes, marmitarias, hotéis, padarias e confeitarias. Também é usado em condomínios residenciais, na indústria e instalações do agronegócio. Com o reajuste, os produtos vendidos por esses estabelecimentos vão encarecer e no caso dos condomínios residenciais, a tarifa paga mensalmente pelos moradores poderá aumentar.

A previsão é de David Pereira, síndico de um condomínio vertical em Cuiabá, que possui 300 apartamentos. Ele afirma que mensalmente a despesa do prédio com GLP é de R$ 2,5 mil para abastecer os 3 cilindros de 190 kg cada. “Os medidores dos apartamentos são individuais. Os moradores pagam R$ 328 por mês de condomínio e o consumo do gás é calculado separadamente. Então, a partir de agora as famílias terão que economizar para não pagar mais caro”, adianta ele em tom de indignação com mais este aumento promovido pelo governo.

O presidente da Federação do Comércio, Bens, Serviços e Turismo (Fecomércio/MT), Hermes Martins, recebeu com pessimismo a notícia de um novo aumento por parte do governo. “Semana passada foi o reajuste nos combustíveis e agora no gás. Toda a confiança que tínhamos na retomada da economia acabou. Esses aumentos vão travar os investimentos, pois gera insegurança e incerteza nos empresários. Estávamos registrando indicadores positivos nas vendas e na geração de empregos, mas agora não sabemos o que vai acontecer”.

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