Economia

Falta de gás pode atingir o Brasil em uma semana

O fornecimento de gás da Bolívia para o Brasil pode ser reduzido dentro de uma semana se a ocupação do terminal onde a Petrobras estoca produtos líquidos continuar, informou nesta quinta-feira o diretor da aérea internacional da estatal, Nestor Ceveró, nesta quinta-feira.

Segundo o executivo, a Petrobras não teria como manter o nível atual de produção nos campos de San Alberto e San Antonio. Ele informou que há quatro dias a empresa não vende derivados de petróleo em La Paz por causa do fechamento das estradas que levam à capital boliviana.

Além disso, desde quarta-feira a Petrobras não consegue estocar o condensado que é retirado da produção de gás natural na região de Santa Cruz de la Sierra, por causa da ocupação do terminal pela população.

“Estamos acompanhando com preocupação, mas dentro de uma certa tranquilidade, até porque o nosso pessoal está longe da zona de conflito”, disse Cerveró, durante lançamento da plataforma P-47 da Petrobras.

Cerveró explicou que o condensado é um produto líquido (LGN) que sai junto da extração de gás natural e que não tem como ser dispensado. “Se a ocupação no terminal continuar, a produção terá que ser reduzida para evitar o acumulo de condensado”.

Ele disse que o plano de emergência para um eventual desabastecimento de gás ainda não está definido, mas que as alternativas são a redução de consumo de gás pelas refinarias da Petrobras e de termelétricas.

“O consumo por veículos não deve ser afetado porque o volume é muito baixo”, disse Cerveró. A Petrobras exporta 24 milhões de metros cúbicos de gás por dia pelo gasoduto Bolívia-Brasil.