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Comitiva chinesa discute projeto de rastreabilidade da carne em MT e visita fazenda em Mutum

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Redação Só Notícias (foto: assessoria)

Uma comitiva da ONG chinesa Global Environmental Institute (GEI) e da GS1 China está em Mato Grosso para aprofundar parcerias voltadas à rastreabilidade socioambiental da carne bovina destinada ao mercado chinês. A equipe foi recebida ontem pelo secretário de Desenvolvimento Econômico, Cesar Miranda, e teve reuniões com o Instituto Mato-grossense da Carne (IMAC). Ainda hoje, a delegação visitará uma fazenda em Nova Mutum e, amanhã, um frigorífico em Várzea Grande.

O principal objetivo da missão é desenvolver, em conjunto com o IMAC, um projeto-piloto que comprove ao consumidor chinês que a carne bovina importada de Mato Grosso é livre de desmatamento ilegal. O projeto integra o Passaporte Verde, uma plataforma desenvolvida pelo Instituto Mato-grossense da Carne, que monitora aspectos socioambientais das propriedades pecuárias do Estado e permite rastrear individualmente os animais desde o nascimento até o abate.

Um memorando de entendimento foi assinado em 2023, marcando o início da cooperação técnica. Com essa visita, eles buscam avançar ainda mais no trabalho em parceria. O secretário César Miranda destacou que Mato Grosso é o Estado que mais produz grãos e carne bovina, mantendo 60% do território conservado e tem uma das legislações ambientais mais rígidas do mundo.

“Com o Passaporte Verde e essa colaboração com a China, estamos ampliando as possibilidades de exportação da carne mato-grossense, agregando valor com responsabilidade socioambiental. Esse é o novo caminho para quem quer competir globalmente”, concluiu.

Para o diretor do programa de rastreabilidade da GEI, Peng Ren, a experiência em Mato Grosso é estratégica para atender à crescente preocupação do consumidor chinês com a origem da carne. “Queremos mostrar que é possível garantir, com dados confiáveis, que a carne adquirida pelo nosso país vem de propriedades que respeitam o meio ambiente. Isso é fundamental para o futuro do comércio internacional”, afirmou.

Na fazenda em Nova Mutum, será apresentada toda a operação de criação, manejo, estrutura de rastreabilidade e os recursos naturais disponíveis, fundamentais para a certificação “Desmatamento Ilegal Zero”. Os visitantes irão acompanhar cada etapa da produção e definir quais dados devem ser priorizados no sistema de rastreabilidade.

Já na visita ao frigorífico em Várzea Grande, tem como objetivo mapear os processos de abate e processamento da carne, avaliar os pontos críticos da cadeia e discutir a coleta padronizada de dados para garantir transparência e segurança ao consumidor final. Também está prevista a discussão sobre o uso do Digital Link, tecnologia que permite acesso direto a informações do produto via QR Code na embalagem.

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