Economia

Após duas “disparadas”, dólar cai e fecha a R$ 2,41

O dólar caiu mais de 1% nesta quinta-feira, depois que perdeu força no mercado a expectativa de um possível retorno das atuações do Banco Central.

A divisa norte-americana interrompeu duas sessões de forte alta e recuou 1,23%, para R$ 2,414.

“O mercado ficou mais calmo”, apontou o gerente de câmbio de um banco estrangeiro, destacando que o volume de negócios não foi muito expressivo.

Nos últimos dois dias, o dólar subiu 3,08 por cento com um forte movimento de redução de posição vendida das tesourarias. As apostas eram de que o BC poderia retomar as atuações no mercado depois que o diretor de Política Monetária do BC, Rodrigo Azevedo, afirmou que, se as condições forem adequadas, a autoridade monetária voltará a comprar dólares.

Há mais de dois meses o Banco Central não realiza leilões de compra de dólares e nem oferece contratos de swap cambial invertido. Essa ausência contribuiu para que o dólar atingisse no mês passado o menor nível em três anos, a R$ 2,366.

Segundo o analista de mercado da corretora Socopa, Paulo Fujisaki, “como nada aconteceu, o mercado retomou a queda como era antes”.

“Continuam entrando dólares, as exportações estão fortes, a taxa de juros alta atrai investidores, então a tendência ainda é de queda (do dólar).”

A apreciação do real nesta sessão também acompanhou o enfraquecimento do dólar em relação ao euro, disseram os analistas. A moeda norte-americana perdeu força com investidores embolsando lucros antes da divulgação dos dados de postos de trabalho nos Estados Unidos, na sexta-feira.

O declínio do risco Brasil contribuiu para o dia mais tranquilo no câmbio. Nesta tarde, o risco-país, medido pelo banco JP Morgan, caía 12 pontos, para 414 pontos-básicos sobre os títulos do Tesouro norte-americano.