Alta Floresta sedia, amanhã, o terceiro encontro regional para discussão das usinas que serão implantas no rio Teles Pires. Lideranças dos municípios afetados – Sinop, Cláudia, Sorriso, Ipiranga do Norte, Itaúba, Nova Canaã do Norte, Colíder, Paranaíta, Apiacás e Alta Floresta – consórcios e Ministério Público discutem os avanços em relação aos impactos e as compensações socioambientais, no Centro Cultural, a partir das 8h.
Será elaborada a terceira carta Teles Pires ratificando investimentos nas compensações socioambientais, pelos empreendedores. A diferença da segunda, é que devem também ser apontadas, algumas ações de compensações que os governos, tanto estadual como federal, poderiam assumir, nas áreas de Educação e Saúde, visando a demanda populacional que tenderá a crescer. Somente para as compensações da Usina Hidrelétrica de Sinop, estima estimasse investimento de R$ 297 milhões.
De acordo com a programação, às 8h30, acontece apresentação do termo de compromisso entre as prefeituras de Alta Floresta e Paranaíta, com a companhia Hidrelétrica Teles Pires (CHTP). A companhia se comprometeu em apoiar os municípios com mais de R$ 20 milhões em investimentos em compensações, devido a usina que será construída em Paranaíta, batizada de Teles Pires. Às 9h, o prefeito Pedro Hideyo Miyazima fala sobre as obras; às 9h30, representantes do Ministério Público e às 10h40, representantes da companhia.
A programação à tarde, tem previsão de início às 13h30, com encerramento às 16h30. Nesse intervalo, se manifestarão representantes dos consórcios intermunicipais de desenvolvimento sustentável Portal da Amazônia; Alto Teles Pires e Vale do Teles Pires. Ainda haverá palestra sobre metodologia para acompanhamentos de impactos, negativos e positivos nos municípios, durante as obras.
Conforme Só Notícias informou, as cinco usinas previstas ao longo do leito do rio Teles Pires são de Colíder (300 MW), Foz do Apiacás com Teles Pires (174 MW), São Manoel (764 MW) e Sinop (400 MW). O governo estadual avalia que, o valor total investido nas obras, seja de R$ 20 bilhões e com geração de 20 mil empregos diretos. Sinop e colíder já foram sedes do encontro, nos quais foram elaboradas a primeira e segunda carta Teles Pires.


